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Diogo Limão

Recursos Humanos

A Metáfora do GPS

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No coaching há que fazer uma distinção importante que, no meu entender, vem subentendida na própria definição formal desta ferramenta de desenvolvimento pessoal. 

 

"O coaching é um processo focado em desenvolver, desafiar, apoiar e capacitar pessoas de forma a atingirem todo o seu potencial, quer pessoal quer profissional, através de perguntas"

 

Se virmos a definição acima percebemos que é um processo orientado para o futuro, já que as ferramentas usadas com o coachee são para este atingir todo o seu potencial. Se o vetor motivacional daquela pessoa, que contrata um coach, é o de ir "de A para B" terá que trabalhar nesse sentido. Na linha temporal o passo 2 será consistente com esse objetivo, logo, terá lugar depois do passo 1. E assim por aí fora. Para os leitores que não estão familiarizados com os processos de coaching, são processos completamente individuais e do coachee: todas as decisões são tomadas por ele, pensadas por ele e executadas por ele. Este facto terá uma carga emocional positiva na psique da pessoa, que a vai impulsionar para o futuro. O papel do coach é, através de perguntas poderosas -- que levam o coachee à ação, que são direcionadas para o futuro e orientadas para o objetivo e não para o problema --, ajudar o cliente a ver outras perspetivas das sua situação.

 

Este texto tem o objetivo de se focar na palavra potencial. O que acontece quando ele não é conhecido pelo cliente? O que acontece se o cliente tem um bloqueio em forma de crença limitadora, que não lhe permite deitá-lo cá para fora e, de facto, fazê-lo "andar para a frente" naquilo que é o seu objetivo último? Coaching também é a descoberta desse potencial e é, de igual forma, a criação das bases sólidas que forem necessárias para o coachee tomar o processo nas suas mãos e, assim, levá-lo até ao seu objetivo guru. Poderá existir a ideia de que "andar para a frente andando para trás" seja uma forma mais composta de dizer que o cliente está estagnado durante várias semanas, contudo, esta observação não tem verdade. Se o leitor for alguém que ouve música através de "fones" e estes, depois de estarem no seu bolso estiverem com um nó, o que faz para conseguir ouvir a sua música? Primeiro terá de desfazer o nó. No coaching é igual!

 

Estas são as duas abordagens que inicialmente podemos fazer, conjuntamente com o cliente.

 

Apresento-lhe a metáfora que dá título a este texto e servirá como nota final:

 

Para usar um GPS numa região precisará de um mapa. Sem ele não conseguirá chegar ao destino que pretender. Então antes de entrar no carro, ligar o GPS e seguir viagem terá de carregar um mapa. No coaching é igual: se sentir que precisa de carregar um mapa na sua vida, faça-o primeiro.