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Diogo Limão

Recursos Humanos

A recompensa (Parte 2)

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No passado domingo tive a minha Bênção dos Finalistas e Queima das Fitas. Foi um dia inesquecível e, de certo modo, indescritível! Ainda assim, irei dar o meu melhor para partilhar o significado que este dia teve, ao fim de três anos de crescimento pessoal e profissional. Foram três anos em que coloquei muito da minha essência em jogo e em que, essa atitude, me garantiu ser fiel a quem realmente sou.

 

Cheguei cedo a Setúbal. Num domingo em que os transportes escasseam para quem tem pressa, consegui estar junto da minha família trinta minutos antes do ensaio inicial da cerimónia. Não estava à espera de tanta energia, confesso. Após ter assistido a um evento semelhante, na altura da Bênção do meu irmão -- já lá vão dois anos --, a minha deixo-me completamente desarmado. Tanta energia num evento que esperava que demorasse a passar, coisa que não se verificou. 

Dessa cerimónia, levo as mensagens que ficam para a vida. Confesso, não me poderei enquadrar naquele grupo de pessoas que se consideram totalmente religiosas. Eu sou mais pelas mensagens, pelos ensinamentos. Nas duas horas que estivemos a celebrar os esforços e a dedicação aplicada no nosso futuro como profissionais das nossas áreas, reti alguns que irei guardar para mim. 

 

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"Tão nós!" (Sara Almeida)

 

O dia foi maioritariamente a preto e branco, cores predominantes dos nossos trajes académicos. Para além dos emblemas coloridos e das fitas esvoaçantes no ar, o dia tomou cor pela companhia daqueles que nos são queridos: a família e os amigos acompanharam-nos numa, por vezes, dura caminhada com poucas noites de sono que ganhavam um outro ânimo com um sorriso ou uma força daqueles que nos estavam próximos. 

Não é segredo que cheguei a Setúbal com um mindset individualista: era o mínimo que poderia fazer, em jeito de gratidão pelo esforço financeiro que a minha família me estava a assegurar -- já que sem ele teria sido muito complicado chegar aqui --, "tenho de terminar este novo curso de forma mais rápida possível e tenho de reter o máximo de saber que me for possível", pensei, por aquela minha sede de conhecimento. Não é que os planos me sairam furados, relativamente à minha forma de ver a vida? Na foto, vêem a Sara, que tal como poderam ler na parte 1 d'A recompensa, me acompanhou nestes três anos. Encontrei alguém com quem, realmente, senti que poderia por em jogo a minha essência, pela proximidade e empatia, que criámos. Percebi, naquela altura, que é suposto criarmos as condições para que os nossos resultados cheguem depressa e bem. Muitas vezes, eles, só chegam pela cooperação entre colegas -- que se tornaram grandes amigos -- e na postura de dar sem receber. Demos sem receber e, não por acaso -- acredito -- viémos a receber mais do que a dobrar, em resultados académicos, companheirismo, amizade, compreensão e apoio.

 

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A família foi, de facto, "O" pilar nesta caminhada na minha Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos. Não tirando o papel fundamental da minha família, o meu irmão gémeo esteve sempre lá, nos momentos altos e mais baixos desde a primeira vez que recebi um resultado de colocação no Ensino Superior, no ISEG em Lisboa, até ao recebimento da última classificação das disciplinas do curso que agora termino, em Setúbal. 

O sonho começou lá bem atrás, numa altura em que, cheios de vontade de aprender, tanto eu como o meu irmão, dizíamos que queríamos estudar mais, ser alguém. Chegados a Lisboa, o sonho começou a concretizar-se, contudo, os caminhos paralelos acabaram por se desviar, os quais tinham sido dessa forma durante os 20 anos que precederam à minha mudança para Setúbal. Como irmão gémeo, não consigo celebrar nem ficar triste com as vitórias e derrotas, do Miguel, como se fossem as minhas. Dessa forma, e sabendo-o recíproco, esta foi uma dupla vitória! Este é o significado real deste dia!

 

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Por tudo isso, não teria feito sentido levar ao palco, no momento da Queima das Fitas -- momento esse em que, em honra de um percurso académico, deixamos queimar a fita preta timbrada com a palavra "ACABEI" -- alguém que não o meu irmão gémeo. Foi um momento bonito, como podem imaginar. Felizmente, ficou registado em fotografia.

 

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 Com Helena Roque, docente na ESCE.

 

Tivesse havido a oportunidade e a acalmia necessária para registar em fotografia momentos com todos aqueles que contribuíram para quem somos hoje. Desengane-se quem pensa que não somos seres em construção, porque o somos. Somos seres em expansão de conhecimento e ele só acontece na presença de novas ideias, conceitos e formas de estar. Muitas delas, num ambiente de ensino, são transmitidas pelos professores. Na foto, estou acompanhado por uma professora que recordarei sempre​ com muito carinho, ao pensar sobre o meu percurso académico. Não será a única. Naquele dia, estavam no Jardim do Bonfim, em Setúbal, outros docentes meus com quem teria tido o prazer de tirar uma fotografia, embora não tenha sido possível. Não acaba aqui, isto. Mais oportunidades existirão.

 

Para espicaçar um pouco a sua curiosidade, deixe-me dizer-lhe que "não há duas sem três"! Haverá outra parte d'A recompensa? Talvez. Até ao próximo texto!

 

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PARTE 1: http://diogolimao.blogs.sapo.pt/a-recompensa-parte-1-36447