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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Alopécia: De dentro para fora!

Alopecia De dentro para fora.png

 

No outro dia, num grupo do Facebook, encontrei uma discussão (acho que podemos dizer "acesa") como resposta a uma fotografia de uma senhora com alopécia, que trazia como descrição a sua evolução menos positiva da doença e a forma como está a lidar com a situação -- pela utilização de uma peruca. A senhora que deu que falar (também ela com alopécia) disse qualquer coisa como não percebo porque é que as pessoas com alopécia aproveitam qualquer oportunidade para dizer que a têm

Por duas razões não partilho o link, no qual li isso: em primeiro lugar, não me recordo em que dia ou grupo vi essa publicação e, depois, porque -- mesmo não me revendo num comentário desses -- não vejo a necessidade de dar mais crédito público. Senão vejamos: num grupo público do facebook, em que o tema é alopécia, é um bocado compreensível! Mas bom... vamos ao que interessa com este texto.

 

Quero falar contigo sobre as formas que vejo as pessoas a lidarem com a doença (e que tu também vês, nem que seja na primeira pessoa) e partilhar contigo a minha forma positiva de encarar toda essa situação. Vens comigo nessa viagem? Boa!

 

Se fores como eu, tens um bom olho para a análise do comportamento humano. Se assim for, já te apercebeste (se estás na "fase inicial" vais ver) que dentro do mundo da alopécia encontramos várias formas de lhe dar nome: é doença ou problema ou infelicidade ou desgraça... Enfim, depende muito da forma como estás a viver a situação. Atrevo-me a dizer, também, que estará intimamente relacionado com a fase em que estás na evolução da -- vamos tratar por -- doença. Não será? Pensa comigo, numa fase inicial tens aí uma fase de luto da tua imagem anterior de ti mesmo, que se vai deteriorando a cada monte de cabelo na almofada ou na tua escova ou pente que encontras. Quanto maior dor sentires nesse luto, maior tendência terás para chamar a tua condição de uma forma que caracterize o que estás a sentir.
 
Vá, que a alopécia seja chamada de doença. Totalmente compreensível, nos primeiros tempos, levarmos a nossa vida nos médicos para ver se há algo que não tenha sido já pensado para fazer crescer o cabelo, como loções, pomadas, comprimidos, e tudo o que possa ser "milagroso". Eu passei por isso também, há uns bons tempos atrás e era uma criança de 4 anos. Vais ver que resulta para algumas pessoas (pelo tipo de alopécia que é e da "causa" provável -- pelo que parece a alopécia areata incide mais em mulheres e, como se diz na gíria, "pode ser stress") e para outras não. Vais ver que há muitas mezinhas que diz que resulta e o único resultado que tens são dores de cabeça (tanto em sentido figurado como literal) e perda de tempo. Tudo bem com isso! Completamente normal e se te faz sentido percorrer esse caminho, acho que não deves desistir NUNCA! Estou aqui para te apoiar, se precisares!
 
Ainda assim, mesmo a par desse percurso comum e necessário que acabámos de falar, há outro. Aquele que eu, cada vez mais, vejo que poderá resultar para ti também. Hoje vejo alguma validação na minha forma de encarar estar realidade por alguns dos pressupostos que vivo no coaching.
 
Acredito que a mudança vem de dentro. De dentro para fora. Se me estivesses a ver pessoalmente iria estar a levar o meu indicador esquerdo (sou esquerdino, é automático!) à minha cabeça e a dizer-te ao mesmo tempo "está tudo aqui!". Se fosse alguém que faz filmes para o YouTube (ah, espera. Eu faço! Mas alguém que o fizesse profissionalmente), como naqueles documentários que lá encontramos, incluiria um disclaimer dizendo "este método não é automático". Obviamente que se estivesses naqueles primeiros estados que falamos em cima, seria compreensível que "não estivesse tudo aqui". Mas a verdade, pelo menos para mim e por aquilo que fui vivenciando, chega a uma altura e que tens de saltar da carruagemquebrar o ciclo e tomar uma decisão. No final do dia, terias de tomar a decisão de que independentemente da forma como te apresentas ao mundo (e como ele te reage... sim: já sabemos todos como é essa parte) ser feliz é uma escolha tua.
 

Chega a um ponto em que és tu quem conta. Contam os teus pontos fortes, a tua personalidade, o teu sorriso e aquele que colocas na cara de quem te cruzas. Conta a marca que deixas na sociedade, por mais pequena que ela seja!

 
No outro dia, foi-me desafiado a criação de um grupo no Facebook dedicado a este tema que nos é próximo. E sabes que tenho andado a pensar muito seriamente nessa questão...? Tenho pensado que, criando, não era para ser mais um. Seria algo que criasse valor ou, ainda melhor, fizesse mostrar o valor de cada um dos membros. Passar a mensagem que a mudança vem de dentro e esse é um caminho que deveria ser sempre percorrido, mesmo que o tratamento clínico fosse a bengala que o teu Eu pós-alopécia precisa. O que te parece esta ideia? Gostavas de fazer parte de uma comunidade assim? Onde podias encontrar, em português, a boa disposição, pessoas a passar pelo mesmo que tu, com as mesmas dúvidas e desafios e onde podias partilhar e encontrar ferramentas de desenvolvimento pessoal, que te apoiariam nessa jornada? Fala comigo nos comentários!
 
Fica bem! 

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