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Diogo Limão

Recursos Humanos

Aprender uma nova habilidade - um exemplo

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Hoje escrevo-vos sobre aprender -- e desenvolver -- uma nova habilidade. Vou falar sobre objetivos (sonhos?), planos de ação e superação pessoal.

  

Eu toco guitarra. Aliás... vou reformular: eu agora toco guitarra. Acho que todos nós em algum momento da nossa vida, e como é normal (muitas vezes porque o marketing aposta forte para ter esse papel. Não foi esse o caso...), tivemos "desejo" de ter ou fazer alguma coisa. O meu foi tocar guitarra, influenciado pelo estilo de música que oiço. O seu terá sido algo diferente, com certeza. Comprei a minha primeira guitarra há, seguramente, quatro meses.

 

Algumas coisas que têm de saber a este respeito, para se inteirarem, e lerem de outra forma este texto: parti do pressuposto que não iria ter aulas (sabemos que para muitas pessoas, onde me incluo, no longo prazo, era uma despesa que não poderia comportar) e que iria aprender pelo YouTube. Parti do pressuposto, também, que sou autodidata. Dei por mim, depois de chegar a casa, com uma guitarra clássica nas mãos sem perceber "patavina" de como se chamavam as cordas e a que notas correspondiam, mal sabia o que era o acorde, strumming da mão direita... o que é isso? Enfim... Está a perceber a minha realidade? Por onde começar? Certo? E mais: eu tinha a vontade (a grande vontade!) de conseguir tocar as músicas dos meus cantores e bandas favoritos de Country (pelo menos uma de um cantor, que era para mim o meu mínimo aceitável) até ao final da semana de interrupção letiva, que ainda me restava, até iniciar as minhas aulas.

 

Vamos pegar, agora, pelo final para termos uma fotografia ampla de como estou agora: estou muito satisfeito com o que consegui, para dizer a verdade, porque já toco quase qualquer coisa desde que conheça previamente a música em questão. A minha "biblioteca de acordes" aumentou já consideravelmente e estou contente por isso! Enfim, é um longo caminho a percorrer mas o ponto positivo é que já o iniciei!

 

Vamos aproveitar para pegar, de seguinda, no que, de vez em quando, vamos abordando por aqui.
 

Recapitulando o que já temos da minha história: já temos a minha realidade. Temos também o objetivo (que está em SMARTE, não é?)

 

Específico/Mensurável: tocar pelos menos uma música Country (podia ter, na altura, especificado em avanço qual) de um cantor; Alcançável: tinha uma semana, pode acontecer. Eu acreditava nisso com grande convicção e via-o Realista, no meu Mapa-Mundo (chamemos assim à psique); Temporizado: numa semana; Emocional: eu adoro mesmo aquele estilo, "tenho mesmo de aprender".

 

Boa! Esta parte também está.

 

A parte animada começa agora: vou contar-lhe como cheguei ao ponto em que estou agora! Não precisa de tirar notas já, que no final faço-lhe um resumo! Mas fique com a ideia: se eu consegui avançar no meu objetivo, você também consegue nos seus.

 

Se esta não é a primeira publicação minha que lê, sabe que eu não posso deixar de falar de objetivos sem soluções, daquelas que nunca mais acabam, de onde vai fazer um tiro certeiro no seu objetivo! Eu escolhi, para atingir o meu, aquelas que seriam os meus próximos pequenos passos para ao fim de uma semana estar a tocar uma música. Como tenho a conciência que não se passa do 8 para o 80 num estalar de dedos, fui para o YouTube aprender do mais básico que podia. Desde a terminologia até aos exercícios práticos para melhorar a flexibilidade dos dedos e para aprender os acordes básicos. Assim, fiz o meu plano de ação, com recurso a uma lista com aquilo que queria aprender. Claro que, mesmo havendo pessoas que defendam que não se deve fazer, eu comecei logo a aprender aos poucos músicas que gostava para não desanimar.


Aprender guitarra é como a vida: pensamos que vai ser ir de A para B em linha reta e é... mentira! Já todos sabemos isso, não é verdade? Aconteceu que fiquei com os dedos a doer porque não os tinha preparados para tal atividade. Desisti? Não! Sabendo eu que os imprevistos acontecem, alterei o meu plano de ação. Vi que teria de reduzir o tempo de prática para dar descanso aos dedos, optando por, nas alturas de paragem, continuar a desenvolver-me, fazendo exercícios onde não tinha de pressionar as cordas do instrumento. Ou seja: o mesmo objetivo, outro plano que me desse os mesmos resultados mas com técnicas diferentes!

 

O que deve reter do que leu:

  • Estude a sua realidade. O que quer, em que ponto está, quais são as adversidades que podem surgir,...;
  • Organize o seu raciocício para definir um objetivo que o motive e que seja tão bem definido que, só por o ler, vê com clareza como vai estar quando o atingir;
  • Crie soluções: tenha muitas ideias para chegar "lá". Use as melhores para a sua realidade e entre em...;
  • Ação! Crie um plano (chamemos-lhe A) de ação que o permita evoluir até chegar onde quer. Vão aparecer obstáculos, é quase certo, por isso esteja preparado para...;
  • Alterar o seu plano de ação (passe do A para o B): o plano de ação é dinâmico. Tem de ser respeitado ao máximo. Não deve, por outro lado, ser ilusório demais: por ser algo passível de ser alterado não específique ao ponto de comprometer a sua realidade e competências atuais, bem como (e não menos importante) a sua motivação!
  • Não veja as paragens que é obrigado a fazer como "perda de tempo": procure retirar sempre algo positivo e torne o tempo em que está menos ativo, no seu objetivo, numa aprendizagem;
  • Celebre e aproveite as suas conquistas: tão importante como fazer é deixar o seu cérebro perceber que todo o esforço que foi aplicado está a ter retorno! Vai ver que a sua autoconfiança vai aumentar e vai ficar com mais força para ser ainda mais e melhor nos seus objetivos!
  • Partilhe este texto! Já pode arrumar o conteúdo que aqui tenho na sua gaveta das ferramentas pessoais. Não arrume esquecido. Partilhe com quem acha que este texto vai ter impacto!