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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

As competências fascinam-me!

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Drop the bomb: as competências fascinam-me! Passo a explicar: enquanto profissional de Recursos Humanos, freveroso entusiasta de Recrutamento e Seleção e desenvolvimento profissional, defendo claramente a Gestão pelas Competências. Subscrevo -- até certo ponto --, que em grande parte das funções devemos -- como li uma vez numa publicação algures -- "contratar caráter e treinar competências". As competências não são águas paradas: identificam-se, desenvolvem-se e mobilizam-se! Isso fascina-me e, por isso, escrevo sobre isso para quem quiser ler!

 

Todos os dias nascem novos textos de blogue e publicações sobre competência. Está nas bocas do mundo, contudo, para o comum profissional "não-RH" alguns conceitos importantes nesta matéria não são vistos como -- muito -- relevantes e por isso lá vão passando despercebidos. E se eu lhe dissesse que quem entende a linguagem dos RH pode começar a falar a linguagem dos RH? Trocando isto por miúdos quero dizer-lhe que quem entende a importância das competências, entende o próximo passo que deverá dar para se tornar ainda mais atrativo para o mercado de trabalho e, claro, para os meus colegas de área, vulgo, recrutadores. 

 

Deveria ser obrigatório todos os estudantes acabados de sair da faculdade -- e todos os trabalhadores em transição, ou aqueles que estejam a pensar nisso, bem como todos os profissionais que se querem manter no top of mind dos recrutadores -- fazerem uma introspeção profissional. Diria mais: deveria ser mandatório cada um de nós elaborar uma pequena inventariação das competências (de forma simplista, saiba que são os conhecimentos e habilidades em ação) que possui e aquelas que deveria possuir. Só assim se consegue evoluir porque -- atenção ao termo RH e aos restantes que venham a negrito -- temos consciência de quão profundo e distante é o nosso gap de competências (nada mais é do que a distância entre as competências requiridas relativamente às que se possui).  

É importante saber que, nesse gap, nem todas as competências são iguais nem todas pesam da mesma forma para uma organização e para o seu planeamento de RH e competências. Este peso que se encontra nas competências varia de acordo com tantas variáveis (como o mercado em que a empresa concorre, o próprio mercado de trabalho, os objetivos estratégicos da empresa, etc.) e encontra-mo-lo em diversos tipos de competências que deverá conhecer.

 

As competências que terá de analisar em si, enquanto pessoa-indivíduo e pessoa-profissional -- porque, novamente, as competências são mobilizáveis, ou seja, são utilizáveis tanto em ambiente pessoal como profissional, quando necessário -- são:

 

  • Competências transversais

Estas competências são aquelas que são transversais, ou seja, mobilizáveis em diferentes funções e, até mesmo, em diferentes empresas. Alguns exemplos de competências transversais podem ser o sentido de pontualidadesentido de humor, criatividade. Como pode ver, serão importantes tanto para o(a) Diretor(a) de RH como para o(a) rececionista. E estas competências podem ser observadas em contexto não-profissional, como certamente poderá concordar comigo.

Para a generalidade das pessoas, é fácil obter feedback sobre a observação das competências desta natureza recorrendo a amigos e familiares (atenção que a informação poderá vir um pouco enviesada...).

 

  • Competências técnicas

Apresento-lhe, então, as competências que terá mesmo de utilizar na sua função. São estas que o tornam um profissional de uma área específica. De forma prática, um Técnico de RH deverá ter conhecimentos e competências específicas nos domínios da sua área de formação/atuação. Assim, algumas competências técnicas para o Técnico de RH são, de forma pouco exaustiva, e como exemplos, a empatia, o sentido de confidencialidade, orientação para o cliente interno e externo.

Veja que, para além do referido, pode encontrar, como competências técnicas, as competências linguísticas, de informática ou organizacionais (se o seu objetivo for esmiuçar esta grande área). Poderá ter, também, competências básicas -- que garantem o nível mínimo satisfatório de desempenho numa função -- e competências críticas -- garantem-lhe um desempenho acima da média. 

 

Parece-lhe complicado? Se leu o livro A Única Coisa, de Gary W. Keller e Jay Papasan, a lógica é a mesma, só que irá pensar em competências. Então, para realizar o exercício inicial, que lhe propús, comece por uma grade lista de competências e, depois, escolha aquelas que deverá colocar em cada tipo ou natureza. O próximo passo do exercício vem já já

 

Antes que a sua atenção para termos mais técnicos se esvaia como areia da praia nos seus dedos num dia de verão, saiba que eles são importantes! Sim! "Para quê?" Já sabe, creio. Não o vou cansar dizendo que são imperescindíveis para, não só, se candidatar a uma posição em aberto numa qualquer empresa, como para continuar no próprio processo. Não basta estarem só no papel, deverá ser capaz de as mobilizar prontamente e utilizá-las quando elas são necessárias. Exemplo concreto: capacidade de comunicação eficaz e, muito provavelmente, gestão do tempo em ambiente de prova de seleção. 

 

Ah, voltado à importância de identificar o seu gap de competênciasnão conhecê-lo poderá ser a origem dos seus problemas de recrutamento -- não o querendo assustar, mas passo a exemplicar... --, poderá estar a vender-se acima ou abaixo do seu valor ou, até mesmo, relativamente ao é procurado. E acredite, ambas as situações têm consequências chatas, como por exemplo não ser chamado para um nova fase por ser a mais ou a menos...

 

Suponho que já tenha uma lista em mente e precisa de ter noção de como a usar de forma inteligente, para beneficiar dela enquanto profissional. Como dizem os brasileiros, precisa de cair na real. real aqui é a palavra que precisamos: a sua realidade dever ser clara, sem enviesamentos percetivos (deverá ter auto-consciência). Quanto mais a sua visão de si for aproximada à dos seus amigos, familiares, pares, chefias e clientes mais preparado estará para se vender eficientemente porque sabe o real valor das suas competências. É uma segurança para si, enquanto profissional, conhecer-se bem como para a sua -- futura -- empresa. 

 

Espero que este texto lhe tenha sido útil e espero que estejamos mais próximos, através de uma linguagem comum!

 

BONUS!

Grandes personalidades do mundo dos negócios, como Elon Musk, defendem que o caminho a seguir pelos profissionais não é a especialização mas sim um conhecimento vasto sobre diversas áreas, ou seja, o profissional do futuro será aquele com competências diversificadas e que consiga mobilizá-las entre diversos cenários. 

Assim recomendo-lhe que desenvolva as competências que já tem e que aprenda novas competências!

 

Aposte nessa lógica da diversificação de saberes e competências e aventure-se a aprender com os cada-vez-mais-bem-vistos cursos online, criados por universidades e escolas de renome internacional.

 

Falo do que conheço por isso recomendo-lhe, por agora, o Coursera e o EdX para se desenvolver e se tornar um profissional mais competitivo!

 

 

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Com expressão na rúbrica:

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