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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Cliente e Coach: não há diferenças!

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Muitas vezes, quando estou à conversa com os  meus colegas coaches, levanta-se o tema de que os clientes acham que o coach é um super-herói do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal. Quer seja isto dito, pelos clientes, diretamente ou indiretamente com frases como "como é que consegue?!" ou "só consegue porque é coach!". Não é verdade. Venha saber a razão de não o ser.

 

Neste tema, acho que falo um bocadinho por todos os meus colegas que já se deparam nesta situação: somos pessoas iguais a qualquer outra. Temos medos, inseguranças, questões que temos de trabalhar, objetivos a atingir e contriedades na vida como qualquer outra pessoa. Somos apenas diferentes numa coisa: já fomos iniciados à importância de, constantemente, procurarmos conhecermo-nos muito melhor, a cada dia que passa, a cada ação que praticamos, a cada sentimento novo. O segredo é esse.

 

Esta publicação serve para mostrar isso mesmo. Isso e um GRANDE conselho que pode começar a utilizar na sua vida, tanto pessoal como profissional!

 

Eu, por exemplo, retiro grande gosto em correr. Sinto que me faz bem e sinto-me com mais saúde, acima de tudo. Mas como pessoa com poucos hábitos de desporto que sou, é-me uma atividade custosa (pelo menos nas primeiras vezes que ponho os pés na estrada). Ando a trabalhar para contrariar um ciclo: correr durante várias semanas seguidas e depois deixar de o fazer. Obviamente que tenho razões muito fortes para isso! 

 

Comecei a correr, novamente, há três dias. Anteontem foi o primeiro dia e até corri bem! Senti-me realizado por não estar tão "enferrujado" como pensava estar e cheguei a casa com um sentimento de poder pessoal brutal! "Para repetir!!", pensei eu.

 

No dia seguinte cheguei mais tarde a casa (já passava da hora que tinha estipulado para a atividade quando estabeleci o meu objetivo e tracei o meu plano de ação) e como já tinha andado durante uma hora non-stop nesse dia evoquei várias razões que me iam demovendo de realizar a ação que me iria levar ao meu objetivo. Elas eram: "já andei muito hoje! Não preciso de ir..."; "Está já a ficar frio..."; "Já é tarde... fazer aquecimento e não fazer saio tardíssimo de casa". Fortes razões não acham? Se sim, boa resposta. O Diogo pré-corrida concorda convosco. Olhem, então, o que o Diogo pós-corrida tem para vos dizer...

 

Lá caí em mim e pensei "bora lá aproveitar o dia porque para a semana já dão chuva..." e fui correr. Senti-me igual ao que me senti quando acabei de correr no primeiro dia. Quando estava já a ir para casa falei para mim próprio: "caramba Diogo... e não querias vir! Isto é exatamente o que os teus clientes fazem: estabelecem um objetivo, criam um plano, dão chutos nos próprios rabos todos os dias para conseguirem atingir os objetivos deles e depois conseguem!"

 

"... dão chutos nos próprios rabos todos os dias..."


Esta foi uma mudança de paradigma BRUTAL para mim! E esta é exatamente uma das mensagens que trago para si hoje!

É mesmo assim que se atinge objetivos e se ataca as tarefas. Dando chutos no nosso próprio rabo TODOS os dias. Temos de sair de casa e, mesmo que não nos apeteça, estamos a lutar pelos nossos objetivos. Sofrendo mais ou menos com a contrariedade que estamos a fazer ao nosso lado preguiçoso, estamos lá, a lutar pelo que queremos. A não desistir! Como vê o seu coach não é em nada diferente de si! A chave é mesmo sair da nossa zona de conforto e fazer mesmo aquilo que tem de ser feito!

 

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Outra das realizações que tive, nesse dia foi a resignificação do pensamento que tive antes de sair para correr. "Razões" para não sair de casa e correr? "Razões"? Onde é que o que pensei eram razões? No limite, foram desculpas. E sabendo isso, gostava de partilhar consigo outra dica muito importante, no meu ver: 

 

Temos de pensar e perceber se as nossas "razões" são de facto isso ou são apenas desculpas!

 

Pense numa situação que tenha estado sempre a adiar e para a qual tem sempre pronta uma "razão" perfeita para não fazer. Essa razão não será uma desculpa? 

 

O meu conselho para si é: quando estiver a estabelecer o seu próximo objetivo e a traçar o seu plano de ação para atacar as tarefas que estipular, crie, também, uma tabela, com pelo menos estas duas colunas:

  • Razões, onde escreverá esses pensamentos que o impedem de fazer o que quer que seja;
  • Desculpas, onde ira refletir, inicialmente, e depois escrever, se são mesmo boas razões ou se são apenas desculpas.

A verdade é que é muito fácil "apanhar" uma desculpa. Isto porque elas estão constantemente a ser ditas para essa situação em particular.

 

Seja e faça mais! Só depende de si sintonizar-se no seu objetivo!