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Diogo Limão

Recursos Humanos

Como ir à procura da felicidade?

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Todos nós queremos encontrar a felicidade. Queremos querer que ela está para aí escondida, debaixo duma pedra e que vem de um momento para o outro. Era bom... Aliás, era ótimo. Espetacular mesmo! Mas pelos vistos não é: ela tem de ser trabalhada.

 

A ideia que tenho apreendido ao longo do tempo, a falar sobre este tema e que está um tanto longe da realidade, é que a nossa felicidade está dependente de algo muito especial e específico, que tem um comportamento muito semelhante a uma auréola: temos esse algo e, por magia, o efeito positivo e criador da felicidade -- por apagar determinada necessidade/vontade nossa -- disseminar-se-ia para todas as outras áreas da nossa vida. Se estivessem menos bem, ficariam bem. Depois era como no cesto de supermercado: juntava-se tudo e somava-se o valor. E felicidade seria isso - um isso pouco concreto, mas muito grande. Um isso onde poderia não existir a resposabilização da própria pessoa, mas que deveria de acontecer, porque a pessoa merece-a. 

 

E merece-a. Todos a merecemos. A questão muito pertinente esta relacionada com o que a pessoa sabe sobre si mesma e sobre o que significa felicidade para si, baseda nos seus valores, crenças, histórico pessoal ou profissional (se passar por aí), entre outras variáveis que façam sentido à pessoa. Daqui, podemos pensar também noutra situação que será se a pessoa tem tomado atenção às pistas que lhe vão sendo mostradas ao longo dos seus dias. Sim! Quem não teve já um dia onde disse "isto faz-me feliz" ou, num dia daqueles que ficamos "de coração cheio" e em que parece que tudo faz sentido?

 

Vou contar-te um segredo: não digo que não haja algo que realmente dê a volta à vida de uma pessoa e que mexa com todas (ou senão a maioria) as áreas da sua vida. Mas acredito que a felicidade está nas coisas pequenas e sem preço: afetos; conversas; sorrisos; sentido de vida; contribuição; viver num país onde nos sentimos em casa; ter sol... enfim, muitas das coisas não têm propriamente corpo e mas colocam-nos naquele estado que, algumas pessoas, chamam de estado de luz. E digo-te mais: muito pessoalmente, acho que as pistas de que te falei acontecem! Eu, fazendo uma retrospetiva rápida, consigo lembrar-me, pelo menos, de 3 pistas que tive a oportunidade de agarrar e perceber, mais tarde, que realmente estavam alinhadas com aquilo que, de uma forma ou de outra, me faz feliz.

 

Posso até partilhá-las contigo. A primeira que me veio à cabeça foi, há dois anos atrás, quando tive um blogue sobre temas de gestão (ainda eu era aluno da Licenciatura em Gestão, geral) em conjunto com o meu irmão. Nessa altura dizia-lhe que aquilo, para mim, não me preenchia. Faltava-me algo. Queria escrever sobre Pessoas e para Pessoas -- ou seja, escrever sobre temas que sejam das massas e que, de alguma forma, mudem pessoas -- e aquele projeto não me satisfazia essa necessidade, por mais que gostasse (e goste) imenso da parte técnica e empresarial. Embora ele seja extremamente compreensivo comigo e me apoie a 200% dizia que não era o objeto daquele espaço. Tinha a sua razão. Mas aí tive a pista que me veio mostrar que algo não estava como deveria de ser. Hoje vejo que esta é uma das coisas que me realiza e me faz feliz e extremente grato: ter uma voz que ajuda a mudar vidas.

 

Estava na busca de algo. Um algo como falamos antes...

 

Um dos meus valores principais, que está no topo da minha lista de valores, e que raramente é negociável para dar prioridade a outros menos importantes, é o da Família. Estar próximo daqueles que me são queridos, no meio familiar; estar presente, o máximo que posso; saber e fazer esforços para ajudar no que posso... O que significa que atividades em família me fazem feliz. E, novamente, sem preço. Essa particularidade é a parte da minha equação para a felicidade. Podes ter outras diferentes. Totalmente normal e assim é que fará sentido. Desde que o faça para ti! Por a família ser uma das principais -- e primeiras -- origens da nossa socialização e desenvolvimento da nossa personalidade não me é muito fácil ir buscar uma pista, como no exemplo anterior. Por ser o que é ficamos por o que falei.

Disse-te que teria 3 para te apresentar, então, dir-te-ei, por exemplo, que recorrentemente tenho uma pista de onde está a minha felicidade no estar. Vamos lá explicar-me para deixar esta ideia a fazer sentido na tua cabeça. Podemos ser felizes no ser e no estar. Neste último, acho que podemos ser felizes naquele local que -- conheças ou não a razão -- te faz sentir em casa. Tenho esse mindset sobre a cidade de Lisboa. Não nasci lá e só vivi naquela cidade durante dois anos. Nasci em Setúbal. Ainda assim, dentro do meu mapa-mundo, Lisboa faz-me sentir em casa. Quando lá tenho de ir, em lazer ou para compromissos profissionais, a pista é mesmo o tal sentimento de "coração cheio". 

 

Está atento às pistas que tens no teu dia-a-dia, pois acho que te irão ajudar a ir à procura da tua felicidade. E mais: para além de estares atento vai à procura do significado. Não consegues sozinho? Fala com alguém que realmente te conheça como ninguém. Muitas vezes uma perspetiva mais distante pode ajudar.