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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Dez dicas para viveres o teu negócio!

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Coisas que aprendi sendo "jogado aos lobos"!

Pontos principais de (quase) 1 ano a gerir o próprio negócio.

 

A primeira ideia de título (e subtítulo... agora pede um), para este texto, teria sido a que te acabei de mostrar.

 

Verdade seja dita: este tema merece pompa e circunstância, já que é lançado a quase um ano da minha atividade, como coach, ter tido o seu começo. Escusas de ir fazer caça ao tesouro nos primeiros posts!  Irás encontrar uma data que será mais avançada do que o atual começo desta fase de vida.

 

Este post é para aqueles que, como eu, começaram as próprias atividades independentes, remuneradas ou sem receber nada em troca, para além de sorrisos e gratidão. Se se identificarem com ele, tanto melhor! Ficaria feliz por isso! A verdade é que o leitor que mais facilmente se identificará nele será aquele que trabalha a sua gestão corrente pela internet e, com ela, transmite toda a sua informação e publicidade. Esses sim! Muito provavelmente, tu que estás a ler, guerreiro do mesmo exército que eu, já passaste pelas mesmas situações e encruzilhadas. Mas vamos ver, a seu tempo, se é mesmo assim.

 

Sabes aqueles jogos de feira...? Aquele onde tens de martelar em toupeiras para ganhar pontos? Imagina esse jogo e vamos usá-lo para metaforizar isto que te quero mostrar. Vem comigo:

 

Imagina esse jogo de feira. Esse jogo não é, nada mais nada menos, que a tua cadeia de valor. A cadeia de valor que tu crias, desenvolves e usas para chegar aos teus clientes e, assim, entregar o teu serviço com a máxima qualidade que te é possível. Agora imagina esse rectângulo com vários buracos -- de onde saem, ao invés de toupeiras, oportunidades, dificuldades, chamadas para a criatividade e outras criaturas com as quais ainda não tomaste muito contacto, mas que terás de agarrar (martelar) -- e que eles estão organizados, sequencialmente. Aqui os teus pontos são isso mesmo, embora lhes dês outro nome: são resultados; clientes; produtos; ideias. Vão somando e, no fim, aumentam o teu resultado final.

 

Vamos abordar o tema de uma forma leve e mais simples possível, pode ser?

 

Sendo assim, durante a contrução do teu negócio passaste (e ainda vais passando...) por algumas fases, às quais dou destaque, em modo de exemplo: definiste qual é o teu serviço e quais as suas características; definiste quais são os teus valores profissionais; definiste quem são os teus clientes; definiste quem são os teus parceiros; definiste qual é o processo pelo qual irás construir o teu produto/serviço... 

Depois disso, talvez, te tenhas posto a pensar em como vou eu chegar aos meus clientes? O que é que eles, na sua coletiva individualidade, quererão de mim? Quais são as ferramentas que já conheço e que são vantajosas para difundir a minha mensagem? (tricky question: quais são as ferramentas que não conheço mas que posso vir a conhecer para difundir a minha mensagem?); quais são os canais que vou utilizar?; O que é que os meus clientes gostam mais, de Facebook ou Instagram? Gostam de ler blogues?

E depois de tudo isso feito, já depois de teres começado a tua atividade, aplicaste tudo o que sabias e os resultados não vieram logo? E aí, talvez pensaste -- e ainda pensas -- porque é que os resultados não apareceram ainda? Porque é que ainda não tenho mais seguidores? E a minha caixa de correio, não tem interessados novos, e agora?

 

Isso que te escrevi, bem acima, foi só uma contextualização... Ou por outra, uma forma de te sintonizares, caso não estejas familiarizado com as questões que nos acompanham recorrentemente. Utiliza a tua empatia, coloca-te nos sapatos da outra pessoa e vê, comigo e com aquela pessoa que, como tu, está sintonizada neste texto, a lições que tenho aprendido até agora e pelas quais estou muito grato! Se tudo correr como espero, para o ano há mais uma publicação semelhante! Seria bom sinal!

 

1. O COMEÇO É DIFÍCIL

Podes imaginar, não é? Caminho que é caminho, quando é novo, é uma incógnita. Há muito para desbravar e arriscar. Sim, arriscar. Aquilo que escolhes no início pode não ser o que irá ser recebido pelos teus potenciais clientes da melhor forma -- isto é, a forma que te trará resultadores melhores em menos tempo. O importante é adaptares-te o mais rápido que conseguires!

 

2. HÁ MUITAS IDEIAS PRÉFEITAS QUE TERÃO DE CAIR

Obviamente que não caem do dia para a noite. As ideias que tu tens, quando começas, não são aquele copo em cima da mesa que o teu gato derruba enquanto o diabo esfrega um olho. Demora tempo! Este vício é recorrente, e comum, a qualquer negócio. Mesmo aqueles que buscam, por exemplo, financiamentos bancários. Aquando da apresentação da ideia e do plano de negócios, estão convíctos (e alheados da dura realidade) que tudo vai correr SUPER BEM. Infelizmente, às vezes, não é assim. Como se costuma dizer, "nem tudo são rosas" e podemos não conseguir passar, por exemplo, do pro-bono para a nossa retribuição ideal na altura que tínhamos previsto; podemos não conseguir o feedback que pretendemos, mesmo com uma presença assídua e, por vezes, feroz, nas redes sociais.  Este ponto leva-nos para outro que é:

 

3. AS REDES SOCIAIS DÃO GOSTOS E PARTILHAS MAS O "RESULTADO REAL" DESSA ABORDAGEM PODE SER LENTO

Dizem que a internet é imediata e é verdade. Agora, no que toca ao alcance e à tua visibilidade no mercado onde atuas, pode ser beeeem lenta. Isso não significa que as tuas campanhas não estão a resultar. Apenas é assim: a palavra passa devagar e nós, quando nos acontece essa rutura de realidade, temos de dar tempo que as coisas se mostrem como elas são. O momento da verdade vem quando, por exemplo, te enviam uma mensagem a pedir informações sobre o teu serviço. "Pode não dar em nada, ainda assim...". Pode, pode não dar. MAS ESTÁS A SER NOTADO e, no entretanto, tens mais uns quantos seguidores.

 

4. ADAPTA-TE AO TEU PÚBLICO, NÃO O CONTRÁRIO

É verdade, verdadinha. Dou-te o meu exemplo: talvez tenhas notado que nos meus textos, a grande maioria deles, é escrito para Ti e não para Si. Percebes a diferença? Reparei que parte do meu público gosta que eu seja o mais autêntico possível e que mostre uma faceta mais próxima deles. O feedback que recebo, indiretamente, é mais positivo quando o tratamento é por tu. Então adaptei-me. Muito importante: essa mudança faz sentido para ti? Sim, muda! Faz em parte? Muda, em parte. Mas adapta-te ao teu público: se tens mais do que um, adota estratégias diferentes.

Algo que poderás ter de redefenir (aprimorar?) será o teu conceito de interessante. O que é interessante para a tua pessoa pode não ser para o teu público, da mesma forma. Tenta encontrar um meio termo: aquele ponto onde não deixas de ser quem és mas onde o foco seja mais do lado de lá.

 

5. O TEU PÚBLICO ALVO É FOGO: TENS DE COLOCAR LENHA PARA QUE NÃO APAGUE

Dito de outra forma: tens de inovar. Puxar da criatividade. Faz coisas que, no teu mercado, esteja pouco visto. Se isso não te for possível mas tens aquela ideia "que é mesmo aquilo!" aplica-a. Se ela traduzir a forma como és como pessoa ou como profissional ou seja algo que os teus clientes poderão ver e apreciar, aplica-a! Arrisca! Nunca sabes se resulta se não tentares! 

 

6. TENS MESMO DE TER UMA ROTINA

Sim, eu acho que tens. A tua atividade é um part-time e só a praticas depois do teu emprego? Dedica um período de tempo para que essa nova atividade tome lugar. Se a tua nova atividade, por gosto, seja alimentar um blogue sobre o teu tema favorito, dedica tempo para ele com alguma regularidade. Por exemplo, duas horas de 2 em 2 dias só para escrever no blogue. Isto é vantajoso, principalmente, porque as rotinas facilitam-nos a vida porque deixamos de pensar tanto no que temos de fazer, já que é um automatismo que criamos.

 

7. TENS TALENTOS/DOMINAS FERRAMENTAS ESPECÍFICAS QUE SÃO ÚTEIS? PÕE EM PRÁTICA!

É isso mesmo: dominas um programa de edição de imagem? Usa-o a teu favor. Gostas de personalizar um blogue/site? Fá-lo tu e torna-o, totalmente, teu! Principalmente no início, poupas muitos recursos financeiros!

 

8. PROCURA, A TODO O CUSTO, TER TÍTULOS QUE AGARREM O LEITOR

Quem diz títulos diz o primeiro parágrafo do teu texto, por exemplo. Mas os títulos  devem mesmo mesmo agarrar! Têm de despertar interesse. Obviamente que não deves esquecer o conteúdo nem ser sensacionalista demais. Este título, por exemplo, acho que leva as pessoas a pensar "tenho mesmo de ler, pode ser que goste!". Esforcei-me para isso. Os títulos devem ser relativamente curtos, fáceis e apelativos. O que tinha pensado inicialmente seria "menos adequado" porque poderia haver alguém que não estivesse totalmente familiarizado com a expressão "jogado aos lobos". O subtítulo, por outro lado, acredito que seja grande demais. A ideia é mesmo: criar a energia necessária para que os teus leitores/seguidores se sintam interessados em explorar mais. E não te esqueças: o título é uma tentativa honesta de chegares mais rapidamente a quem procuras.

 

9. FAZ USO DAS ESTATÍSTICAS DO CANAL QUE ESCOLHERES

Podem ser muito úteis, por mais simples que elas sejam. Podes usá-las, nem que seja, para descobrir quais os temas que interessam mais explorar no futuro. Podes perceber, também, qual o tipo de publicações que interessam mais aos diferentes tipos de público que tens. Por exemplo: será que alguém realmente muito atarefado vai, em primeiro lugar, escolher um texto de 2000 palavras para ler, ou escolherá um mais curto? Joga o isco e percebe pelas estatísticas!

 

10. PARTILHA ESTE TEXTO

Boa dica, não achas!? Faz chegar a palavra a mais alguém que poderá beneficiar dela! 

 

Obrigado pela leitura!