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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Espaço RH: Coaching na Gestão de Recursos Humanos

Espaço RH - Coaching na GRH (1).png

 

Vim para o coaching para seguir uma nova paixão que me surgiu, alicerçada pelo o meu gosto por Pessoas e pela vontade de as ajudar a ultrapassar os seus problemas. Sobre isto, já deve ter tido oportunidade de descobrir, ao longo das linhas que escrevo neste blogue. Na verdade, e pelo meu profundo gosto e interesse pela área organizacional e pelos seus recursos humanos, existe ainda outra razão que veio a revelar-se logo nos primeiros dias como coach. Falo da minha vontade de fazer parte de um movimento, cada vez mais atual, que é o de desenvolver talentos, dentro de uma organização, ao nível informal, ou até mesmo, num nível profissional -- com empresas clientes -- utilizando as ferramentas do coaching. 

A génese desta vontade está na forma como um processo de coaching se desenvolve. Esta é, acima de tudo, uma ferramenta de empowerment individual, com fortes repercurssões (positivas) nas vidas pessoais dos profissionais que nela encontram o caminho para a excelência. Assim como uma organização é feita por pessoas e as pessoas fazem a organização -- na constução da cultura, por exemplo -- também o sucesso da organização é originado pelo sucesso individual de quem nela desempenha funções. Projeta visibilidade, qualidade, atenção pelas pessoas e, não menos importante, acelera o reconhecimento desta no mercado, pelas boas práticas de RH, onde a escolha de oferecer coaching aos seus trabalhadores se insere.

 

Sempre tive uma visão clara daquilo que poderia, no futuro, oferecer às organizações. Uma das provas, inesperada, que tive foi quando um colega coach mais experiente entrou em contacto comigo, e nessa comunicação foi-me questionado "o porquê do coaching nas organizações?" e "qual o potencial do coaching?". Claro que aquilo que referirei, já de seguida, é aquilo em que acredito. Aquilo que eu acho, mesmo, que poderei fazer a diferença como coach na GRH.

 

Sabemos que as organizações direcionam a sua gestão de recursos para o mínimo desperdício -- assim se espera -- e, por conseguinte, os seus resultados são o importante culminar desses esforços organizacionais. Com isso em vista, vejo o coaching como impulsionador de resultados, já que, ao nível da empresa, dar às chefias de topo (e intermédias...) a possibilidade de, tal e qual como é feito com individuais, escolher a melhor opção em cima da mesa, naquele momento, depois de analisar diferentes perspetivas. Outro fator essencial é o incentivo ao brainstorming para resultados, do qual terá de nascer o próximo pequeno passo para atingir o objetivo proposto.

 

Tal e qual como num navio a remo, para chegar de A a B, terá de remar para a mesma direção, coletivamente, assim acontece nas organizações. A preocupação com a performance individual de cada um dos envolvidos na entrega de valor ao cliente não deverá ser esquecida e, por isso, deverá ser incentivada e desenvolvida. Vejo esta preocupação como o caminho a seguir para conquistar equipas/departamentos/empresas de melhor qualidade. Mais uma vez, o coaching poderá ser uma boa aposta. E, admitamos, não será tão utópico assim afirmar esta visão, já que há já várias empresas com nome na praça, de diversos ramos, a aplicar programas de desenvolvimento de talentos que contêm processos de coaching.

 

Atendendo a estruturas organizacionais mais simples, como as das PME por exemplo, e os modelos de gestão adotados -- por vezes pouco flexíveis e com questões de descentralização de poder que poderiam ser tomadas em conta -- o acompanhamento de um coach no estabelecimento de objetivos e a disponibilização de ferramentas que auxiliassem a análise das diferentes perspetivas seria uma vantagem que poderiam utilizar. Acredito, também, que as organizações, para a resolução de diversas questões organizacionais, beneficiariam do método de pensamento estruturado que o coaching proporciona: seria-lhes mais fácil, dada a sua realidade atual, definir objetivos sustentáveis, aliciantes e, ainda assim, motivadores, encontrar soluções para os atingir e comprometerem-se, com elas mesmas, atingí-los durante o período que acreditarem melhor para a sua conjetura.