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Diogo Limão

Recursos Humanos

Espaço RH: Comunicar com eficácia

Espaço RH - Comunicar com Eficácia.png

 

Encontrei o vídeo que se segue no meu feed do Facebook. Decidi, então, abrir mão de alguns minutos e ficar para ver este vídeo. Achei-o hilariante mas a verdadeira razão de o partilhar aqui é outra. Podemos, de certa forma, encontrar a principal razão pela qual devemos, quando comunicamos com outros, fazê-lo de forma eficaz! Leia o artigo e descubra essa razão!

 

O processo de comunicação é relativamente simples e é entendido por qualquer um que já alguma vez teve uma conversa, ou seja, por todos. Independentemente da via escolhida, temos sempre dois ou mais intervenientes, o emissor e o recetor da mensagem, o primeiro codifica-a e entrega-a a quem a recebe pela via que tiver sido escolhida e, quando recebida, é descodificada através do conhecimento prévio necessário que fará ao recetor descodificar a mensagem recebida, enviando ao emissor feedback. No entretanto existem sempre incovenientes, a que chamamos de barreiras. Numa conversa de café, um para um, temos sempre o barulho do espaço e o som das conversas das outras pessoas como o ruído daquilo que a Pessoa A quer dizer à Pessoa B. Para fazer chegar a mensagem ao recetor, o emissor utiliza a linguagem verbal e a linguagem não-verbal. Caso já tenha assistido ao vídeo, antes de começar a ler, poderá já responder ao seguinte desafio. Caso não o tenha feito, assista. Depois, resposponda à questão: qual foi o problema de comunicação que poderá ter existido nestas interações?

 

 

O vídeo foi hilariante, já o disse, e talvez tenha tido a mesma opinião. Se mudarmos o contexto, o resultado alcançado não teria tanta graça. Se falarmos num ambiente profissional entre dois intervenientes que se relacionam para alcançar um resultado organizacional comum, a principal falha (ou problema) que encontramos no vídeo poderia desperdiçar recursos: desperdiçar tempo, dinheiro ou qualquer outro envolvido naquele ambiente. 

 

No vídeo, o desafio do pai para os seus filhos é simples: os filhos escrevem num papel como se faz uma sandes de manteiga de amendoím e compota, o pai seguirá os passos que lá constarem e construirá a sandes. Os problemas começam logo no início, com uma sandes de pão com pão. O filho, ao ver incrédulo a prestação do pai, vai acrescentando mais informação. 

 

Muitas vezes encontramos, no nosso dia-a-dia, inúmeras situações onde este fenómeno se verifica: falta de informação quando se faz o pedido/transmite uma mensagem que leva a que o feedback não seja o esperado. Por vezes, não adianta acrescentar informação quando a mensagem já foi transmitida (geralmente por escrito). Diz-se que "o mal já está feito" por isso é dever de quem envia uma mensagem ter o cuidado de o fazer com eficácia. Se o objetivo da comunicação passa por criar perceções comuns e assegurar que o feedback é o mais fiel àquele que era o esperado por quem comunica em primeiro lugar, é preciso que o conteúdo da mensagem seja o mais completo possível, utilizando quando necessário, como que uma visão exterior que permita responder a perguntas do tipo "como é que espero que o recetor receba a mensagem?", "quais são os principais problemas/barreiras/interferências que a minha mensagem pode sofrer?", "como posso resolver essas questões de forma a completar a mensagem?". Isto porque nem sempre devemos partir do pressuposto que existem os descodificadores necessários para que a mensagem leve à criação de significado, ou seja, que seja útil num determinado contexto e que leve a uma possível tomada de decisão. Caso a campaínha toque e sejam levantadas suspeitas dessa ausência, poderá o emissor ter o cuidado de completar o máximo possível a mensagem.

 

Falemos de algo interessante, que foi também possível reparar no vídeo: como foi a resposta emocional dos filhos para com o pai. Achei particularmente engraçado a reação da menina, logo na primeira sandes dela. Mesmo não sendo expert na metéria, conseguimos, talvez, perceber algumas expressões de raiva (ou que se relacionam com ela), como a mandíbula para a frente e lábios contraídos ou mesmo, um pouco adiante no vídeo, os olhos arregalados. Obviamente temos o filtro de que "é um vídeo planeado para o Youtube", ainda assim, podemos trazer a ideia para fora dele. Outros aspetos importantes na comunicação eficaz são as emoções e a liguagem não-verbal. Vimos as duas no vídeo, mas falemos das emoções. As emoções podem representar uma barreira à comunicação eficaz. 

Num ambiente "não controlado", ou seja, que não seja para um vídeo intencional para o YouTube, as emoções mais negativas podem levar a que sejam incluidas, num discurso, informações que não são relevantes para o resultado que se espera com aquela interação, mas que podem vir a deteriorar o relacionamento interpessoal daqueles intervenientes, tornando ainda mais difícil e menos aberto o canal de comunicação entre eles. É importante, por isso, quando esperaramos que essas emoções estejam presentes nessa conversa, procurar apaziguá-las para evitar o conflito. 

 

E a sua comunicação é eficaz? O que precisa de fazer para a tornar dessa forma?