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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Estará a ser a sua "melhor versão"?

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O texto de hoje é sobre o agora e o depois, sobre quem somos e quem queremos ser, e sobre como é que os conflitos nas nossas vidas deveriam ter impressos a nossa "melhor versão" para, assim, termos um melhor resultado. Fica, também a pergunta qual é a importância de nos esforçarmos para integrar, no nosso comportamento atual,comportamento da nossa melhor versão, e assim respeitarmos quem queremos ser no futuro?

 

As pessoas que somos hoje não serão aquelas que seremos daqui a 5 anos. Muita coisa mudará em nosso redor que nos obrigará a ser dinâmicos relativamente a quem seremos. Para além do dinamismo que existe no ambiente que nos rodeia, temos também o nosso "Eu" futuro, mais ou menos evoluido relativamente ao momento presente, que estará a viver -- esperamos nós -- os sonhos que temos em construção, hoje. Se nos posicionássemos numa Linha do Tempo, e nos fosse pedido que dessemos um passo em frente e víssemos quem somos nós no futuro, veríamos, com certeza, um conjunto de características que tivémos de trabalhar e integrar para vivenciar a mudança que estamos à procura. Olhando lá para a frente, vemos alguém que gostaríamos de ser, muito provavelmente. Quanto a mim, é isso que vejo e acredito, mesmo, que para si é igual. À pessoa "que gostariamos de ser" chamamos, gentilmente, de nossa "melhor versão". 

A nossa melhor versão é a pessoa capaz de corresponder com as exigências do futuro, com as características que temos hoje em dia, então potenciadas, de alguma forma, e as nossas "questões a melhorar" integradas de uma forma que sejam atenuados os efeitos que elas provocam nosso dia-a-dia. De forma simples, diríamos que Nós, na nossa melhor versão, somos quem gostaríamos de ser para chegar aos nossos objetivos e alcançá-los, com sucesso. Nesta nossa versão somos prósperos e férteis: temos sonhos -- muitos sonhos -- que se realizam porque estamos capazes e disponíveis para os fazer acontecer. 

 

Tanto na nossa versão atual como na nossa melhor versão -- e como seres sociais que somos -- termos relações com conflitos e outras com algum stress aqui e ali, por mais pequeno que seja, é algo comum e habitual. Isto porque somos, simplesmente, pessoas diferentes com ideologias diferentes do que é viver pelos valores X ou Y e porque retemos as nossas experiências de maneira diferente porque os nossos "filtros" da realidade também são diferentes. Não será errado afirmar que, no jogo das relações pessoais, estamos perante um jogo de escolhas: escolha de como agir e reagir, no momento, e a escolha de como vamos lidar com a situação que se criou, no futuro, e como agir e reagir de acordo com ela.

 

Nas relações interpessoais poderá, até, fazer sentido falar de um contrato psicológico relacional -- à semelhança do que se teoriza para as relações de trabalho entre o empregador e o empregado --, onde está em jogo um conjunto de expetativas, necessidades, direitos e obrigações implicitos numa relação entre duas pessoas. Quando as cláusulas destes contratos são quebradas podemos ter a tendência de fazer crescer, numa relação interpessoal, um conflito tão grande quanto o nível de perceção que encontramos nessa quebra.

Esta questão é importante porque todos os dias lutamos para uma situação de equilibrio relacional: em que crescemos e permitimos, ao Outro, crescer connosco. Lutamos para que o nosso contrato tenha uma manutenção positiva e que, de alguma forma, consigamos corresponder com as nossas obrigações e receber aquilo a que temos de direito. Aqui entra, novamente, a palavra "escolha": como escolhemos nós, todos esses dias, fazer a manutenção dos nossos contratos com os Outros? Estamos, nós, a escolher e -- tão importante -- a agir de acordo com a nossa melhor versão? Por outras palavras, a nossa melhor versão iria estar de acordo e, de certa forma, a concordar, com a forma como lidamos com os conflitos que nos surgem, no agora? 

 

Chamemos o que lhe quisermos chamar -- podemos chamar de karma ou de relação de causa/efeito -- mas acredito que a forma como lidamos com o que nos acontece, hoje, irá influenciar quem somos no futuro.

 

Se somos seres relacionais e que se influenciam mutuamente, as reações que influenciam -- por exemplo --, hoje e de forma menos positiva, uma relação com alguém poderão ditar resultados negativos, no futuro. Por outras palavras, podemos ter portas fechadas (ou abertas) num determinado ambiente como resultado das nossas ações e reações presentes.

 

Para si, o que lhe deixo hoje? Fica uma lista essencial para iniciar a sua reflexão sobre este tema. Procure responder:

  1. Quais são os meus sonhos/objetivos? Como os quantifico? Quais são os recursos (internos e externos) que necessitarei?
  2. Quem sou eu, hoje? Quais as minhas características mais positivas? Quais as minhas menos positivas, que todos dizem que deveria mudar?
  3. No futuro, quem quero ser? Quais as características e competências que quero ter? De que forma são positivas? Serão obstáculos para atingir os meus sonhos? Como serei se potenciar as minhas características atuais mais positivas e atenuar as menos positivas?
  4. Dada uma situação de stress relacional, recorrente, com alguém, como costumo reagir? Como me sinto por reagir assim? Como estará a outra pessoa a sentir-se? Como, no futuro, a minha melhor versão, reagiria às minhas reações presentes? Como teria, eu, de reagir para estar de acordo com a conduta da minha melhor versão? Como se sente a minha melhor versão, ao reagir de forma diferente?
  5. Se fizer uma lista de comportamentos a alterar, quais são eles? Quando e como irei colocá-los em prática, no meu-dia-dia?
  6. Como me responsabilizarei por a minha mudança? Quem poderá auxiliar-me na minha responsabilização?
  7. ...

 

A lista continua da forma que mais lhe for esclarecedora. Faça, então, a comparação do agora com o depois; do hoje com o amanhã; e procure a forma mais acertada de agir. Não negligencie a sua melhor versão. Ela dá-lhe muitas pistas de como atingir os seus sonhos. Porquê? Porque ela está lá, a vivê-los. Agora só precisa de apanhar o mesmo comboio.

 

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Até ao próximo texto!