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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Foco e Inteligência Emocional: As suas armas para fazer mais!

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A Inteligência Emocional (IE) é uma "mega competência" nos dias que correm! Das cinco competências que estão englobadas nela há uma que tem mesmo de começar a dominar JÁ para conseguir os resultados que quer! Entre, leia e saiba porquê!

 

Vamos colocar-nos todos ao mesmo nível, antes de entrarmos em pormenores. A Inteligência Emocional é a competência que nos permite detetar emoções e saber geri-las, tanto em nós, como nos outros. Referi, na introdução deste texto, que estão englobadas, na IE, cinco "sub-competências": 1. autoconhecimento, 2. autoregulação, 3. empatia, 4. automotivação, 5. aptidões sociais. 

De forma sucinta, o autoconhecimento (na ótica da IE) refere-se à capacidade que um indivíduo tem para identificar as próprias emoções (estados de espírito?); a autoregulação é a capacidade de, tendo reconhecido essas emoções, as gerir de forma a adequa-las a determinada situação; a automotivação (embora não necessite de grandes apresentações) refere-se à capacidade de canalizar os esforços internos para aumentar a motivação própria para desempenhar tarefas e atingir os objetivos propostos; a empatia é a capacidade de nos conseguirmos colocar nos "sapatos de outra pessoa", reconhecendo o que ela está a sentir e entrarmos em harmonia emocional com ela; e por fim as aptidões sociais, que se refere à capacidade de gerir os relacionamentos com outros. 

Atente que quando as numerei, acima, foi de propósito porque elas são realmente cumulativas, ou seja, para conseguirmos autoregular as nossas emoções devemos, primeiro, de as reconhecer em nós próprios, saber quais são os eventos sociais que despoletam em nós os vários tipos de emoções (positivas ou negativas). E assim sucessivamente.

 

Vou debruçar-me hoje na autoregulação e vou procurar que chegue ao final da leitura com a ideia de que "se eu me conseguir gerir emocionalmente, para permitir o foco no que estou a fazer, vou ter mais poder pessoal, sentir-me melhor comigo mesmo e vou conseguir fazer aquilo que realmente quero fazer, no dia de hoje!"

 

Agora uma questão para si: pegando nessa frase a laranja, não nos falta esclarecer ou introduzir nada no texto? Já falamos da IE... o que faltará? O Foco! Exatamente, disse bem! O Foco descreve a nossa capacidade de nos dedicarmos em exclusivo a uma única coisa, evitando (eliminando?) as distrações, para que consigamos obter resultados mais proveitosos de determinada atividade. 

 

Quem pratica o foco levanta a mão! Quem pratica o foco o dia todo levanta a mão! Quem NÃO pratica o foco o dia todo levanta a mão!

 

Eu levantei a mão para todas. E acho que você também... Eu levantei a mão para todas simplesmente porque há dias que acordamos com uma dificuldade para nos focarmos MUITO BEM em tudo o que fazemos. Se calhar focamos-nos naquilo que gostamos mais e ficamos por aí. Isto é um comportamento natural e não é problemático se for de vez em quando, com caráter de "quase nunca". Agora tenho uma grande notícia para si: o foco treina-se e é possível começar já na sua próxima tarefa! Sim, essa mesmo. Essa em que tem de estar completamente concentrado.

 

Vamos criar aqui um cenário: imagine que está em casa, à noite, em frente ao seu computador, tendo um relatório para terminar. Ainda tem amanhã para o fazer, mas sabe que, lá no fundo, com esforço ainda o acabava hoje (até porque ainda o quer rever). Esta necessidade faz-lhe um click e diz que "agora é que é!". Abre o documento que tem estado a produzir e ao fim de um quarto de hora "tenho de ver aqui o email..." ou "acho que ouvi o telemóvel vibrar... deixa só ver...".  Enquanto vê se tem mensagem no telemóvel aparece uma janela pop-up do Facebook: "que vídeo tão engraçado!". Ri à gargalhada e, quando dá por si, passou uma hora... Sente-se frustrado porque devia ter produzido alguma coisa melhor do que conseguiu e sentiu, também uma ligeira ira consigo próprio. 

 

Já lhe aconteceu algo semelhante? A mim já, e por isso começei a utilizar a técnica que vou partilhar consigo!

 

Vamos basear-nos em algo para o qual estamos programados para fazer naturalmente e que, constituiu, nos nossos antepassados, como meio de aprendizagem. Falo do sistema de recompensas por reforço positivo. Que basicamente (e o que nos interessa para agora) funciona assim:

 

Estímulo positivo -> Comportamento -> [Sentir bem] -> Repetir

 

A forma como este sistema de recompensas pode servir para aumentarmos o foco é sermos genuinamente curiosos, porque a curiosidade é naturamente recompensatória positivamente!

 

Agora estamos em condições de interligar tudo o que vimos: devemos ser genuinamente curiosos enquanto estamos a fazer as nossas tarefas e focados (realmente focados) no que estamos a fazer. Isto porque quando tivermos algum estímulo externo para nos distrairmos (pegando no exemplo que dei seria: irmos ao Facebook enquanto estamos a trabalhar é-nos "bom" porque retiramos daí emoções positivas, porque rimos do que lemos e vê-mos. Por isso acontecer o nosso cérebro pede para repetir a ação, constantemente) devemos ser curiosos e perceber o que sentimos nesse momento (devemos conhecer as nossas emoções e vontades - no caso, de "ir ver o email" ou o "telemóvel") e, a partir daí, gerimos essas emoções/vontades (autoregulação) para evitar a distração. Com isso sentimo-mos bem por ter conseguido evitar uma distração e, com o tempo, aprendemos, naturalmente, a repetir.

 

A reter deste texto:

  • Ter consciência das nossas emoções/vontades e porquê apararecem em determinadas situações;
  • Sentir curiosidade genuída no que estamos a sentir e pensar no momento em que estamos prestes a cair na distração;
  • Gerir as emoções de forma a...;
  • Sentir a felicidade de ter evitado a distração (dar-lhe-á poder pessoal que irá...);
  • Ativar o seu sistema de recompensas natural, por esse estímulo positivo;
  • Ficará mais focado nas suas tarefas e...;
  • Irá aumentar, com esta técnica, os seus resultados!