Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Intuição: uma fonte de informação interna

intuição.jpg

 

Deixa-me dizer-te, antes de mais, que te escrevo este texto a ouvir umas músicas que gosto muito... A ti talvez não te diga muito. Ainda assim, concordas comigo que há músicas que, mesmo sem sabermos bem o porquê, nos colocam num estado de espírito ideal e propício a desenvolver algumas atividades. A minha está a ser escrever para ti. Falarei sobre essa parte em itálico, e mais, neste texto. Fica para ler.

 

Hoje falo-te, especificamente, sobre a intuição. Diz-nos o nosso dicionário da Lingua Portuguesa que se trata de uma perceção instintiva ou até mesmo de um conhecimento imediato. Mas será mesmo assim, imediato?

A intuição é aquele "algo me diz que..." ou aquele "sinto que..." que tu não sabes explicar mas sabes que está lá, porque os teus batimentos cardíacos dispararam; notaste que começaste a suar de uma forma diferente; ou porque a tua voz interior te disse "não vás por aí" ou te deu a confirmação que precisas para ir em frente. Isso, e muito mais, é intuição.

 

Se eu te perguntar quantos sentidos existem, dir-me-ás que são cinco: visão, audição, paladar, tato e olfato. E estás muito correto. A questão que te coloco é: já alguma vez tiveste um pensamento, como aqueles que te apresentei, que te sugerisse que poderia haver um ?

 

Desde que me tornei coach comecei a estar mais disperto para esta nossa ferramenta pessoal e, sem sombra de dúvida, uma fonte de informação interna, que nos vai pingado pistas a conta-gotas. Esta será mais uma fonte de informação, senão pensa comigo: todos os teus sentidos são poderosos apoios para a tua tomada de decisão, relativamente a alguns aspetos da tua vida. Num ambiente de sessão de coaching, caso sinta que o cliente precisa de explorar algo no que acabou de dizer talvez pergunte se há algo mais naquela ideia e se me quer falar dela. Este é só um exemplo para te ilucidar. Obviamente que a probabilidade de estar correto como a de estar completamente ao lado é a mesma, naquele meu insight. E esta questão levar-nos-á para o que te irei falar mais no final do texto, quando te mostrar a técnica que vou procurando usar para desenvolver a minha intuição.

 

Imagina que vais na rua, vais a passar a estrada e vem um carro, pelo qual não estavas à espera. Serás alarmado pelo barulho que este faz ao aproximar-se ou então pela sua buzina; Olhas para ele e reconheces perigo. Se for à noite, os faróis alarmar-te-ão que um perigo vem a aproximar-se de ti e que tens de tomar a decisão de, conseguindo, sair do seu trajeto. Encontras um cato numa estufa que te chama à atenção, sentes os seus picos e o teu cérebro, por ter recebido esse estímulo externo, ordena que não lhe toques novamente para não gerar dor. Abres um iogurte que está mesmo a chegar ao final do seu prazo de validade. Se o provares para saber se ele ainda te sabe a "comestível" e te sabe mal já sabes que deves ir escolher outro lanche, porque esse não te vai fazer bem. Se o cheirares e o cheiro não for o comum para aqueles iogurtes, talvez, nem o leves à boca.

 

Como pudeste reparar nestes exemplos que te dei, todos eles são fontes de informação muito pessoais, para te ajudar a organizar a tua vida e tomares as decisões imediatas do teu dia-a-dia. E a intuição, pergunto-te eu? No que é que ela ajuda? Bem, vou ser-te sincero e falar da minha experiência até agora... Eu atualmente estou a trabalhá-la com o objetivo de conseguir obter mais informação num contexto conversacional, por isso, acho que é um contexto espetacular para a usar e desenvolver. E repara que não é assim tanta gente que o faz... Tantas conversas que ficam por acabar, ou desenvolver, porque não senti que o outro precisava mesmo de falar. Ou, imagina, o professor que acaba de explicar algo aos seus alunos e não se apercebe que houve ali uma dúvida que ficou, mesmo sem o aluno dizer nada.

 

Vou dar-te uma notícia menos boa: segundo o feedback que tenho recebido de vários colegas coaches mais experientes, a intuição será uma aprendizagem com base na tentativa e erro... É verdade, e aqui voltamos ao que te estava a dizer, naquele exemplo lá em cima, que poderia estar certo ou errado com a mesma probabilidade: para duas situações muito idênticas, a resposta real à tua intuição pode ser diferente, em cada uma. Só com muita prática é que irás começar a apanhar as pistas à primeira e, assim, utilizá-las de forma mais eficiente. Respondendo à primeira questão que deixei em aberto: acho que a intuição não é imediata. Temos de nos tornar mestres nela antes de ela realmente fazer o seu trabalho à primeira. Por esse ponto de vista não será, de todo, imediata.

 

A excelente notícia é que tens IMENSAS oportunidades para pôr em prática a tua intuição: em qualquer conversa que tenhas podes focar-te em aumentar o teu nível de consciência interior e perceber o que sentes, sem julgar -- à partida -- pela razão esse sentimento. Permite-te perceber bem aquilo que se passou em ti e põe isso à disposição dos outros, se te fizer sentido.

 

Em tom de curiosidade, encontrei pelo Facebook uma imagem idêntica à que se segue,  que alguém fotografou por Lisboa! Eu achei que se relacionava muito com o tema por isso decidi partilhá-la!

 

tumblr_mv38iqKfHx1qfa34mo1_500.jpg

 Créditos: Tinta Crua (http://tintacrua.tumblr.com/post/64801246756)