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Diogo Limão

Recursos Humanos

Ler entre os ciclos, com gratidão

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Amanhã começo o último ano da minha licenciatura. Parece que foi ontem que entrei, pela primeira vez na minha atual Escola, para me matricular na Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos... Parece que foi ontem que, de igual modo, fechei um ciclo menos feliz: mudar de um curso superior que, por dois anos e por mais cego que estivesse e afirmasse o contrário, não me fazia feliz e realizado, mudar de local de residência, mudar de ares... No fundo, fechar um capítulo de vida.

 

Hoje -- e todos os dias, diga-se -- é, ainda, dia de falar sobre gratidão. Esta palavra não deve ser dita da boca para fora: é um tema muito sério porque não devemos só falar dela quando falamos de outras pessoas para connosco ou de coisas. Devemos ser, também, gratos por Nós, das nossas escolhas porque elas ir-se-ão traduzir em crescimento -- e, sejamos verdadeiros: esse crescimento muitas vezes não é instantâneo, o que significa que, de um dia para o outro (e às vezes muito tempo depois), acordamos e "oh... sinto-me bem "na pele" que tenho agora... Que bom! Que grato que estou!". Assim. Simplesmente assim: num clique.

 

Olha... no meu caso já sabia aquilo que queria depois daqueles dois anos. Tive essa felicidade! No meio do menos bom houve a parte das Pessoas que se elevou e me trouxe a clareza de que precisava, como se de um pódio se tratasse. Onde a GRH se mostrou estar em primeiro lugar, levando a medalha para casa. E ainda bem que essa conclusão veio. Mas nesta coisa de "fechar ciclos" uma coisa te digo: sê grato por se tratar, de grosso modo, de uma dicotomia: ou sais sabendo o que queres ou sais sabendo o que não queres, por mais pequena que seja essa conclusão. E daí, pegas na conclusão e fazes acontecer.

 

Dou-te o meu exemplo, de forma mais concreta: daqueles dois anos trago conhecimentos técnicos que me são úteis hoje e sempre, pela sua aplicação generalizada ao nível das empresas, que é também o meu objeto de estudo. Levo escolhas, pessoas que ficam, e -- muito importante também -- uma transparência muito maior do que é, realmente, importante para mim. Sim, falo de valores. Da minha hierarquização, muito pessoal, deles. Talvez tenham sido eles que me ditaram a mudança, sem me aperceber. Porque, simplesmente, faltava-me esse nível de consciência.

 

Já te falei noutra altura, aqui, que nós temos os nossos valores hierarquizados e são eles que irão ditar as nossas crenças, a forma como reagimos às situações (se nos dão dor ou prazer), e como elas ditam aqueles que irão ser os nossos comportamentos às situações dos nossos dias. Sabe, também, que todos -- sem exceção -- temos os mesmos valores. Eles estão -- não são... para ser mais correto -- hierarquizados de diferentes formas, para cada pessoa em particular. Mesmo, até, para duas pessoas em tudo muito idênticas: vais lá com a lupa, aos valores de cada uma, e verás diferenças. Apostava contigo!

 

Estás numa mudança de ciclo? Estiveste numa e já passou? Pergunto-te agora: conheces essa tua hierarquização? Sim, não? A verdade é que, e já que falamos sobre gratidão, saibas ou não, sê grato por isso: se conheces e refletires vais encontrar a razão pela qual mudaste o que mudaste/cresceste o que cresceste nessa mudança de ciclo; Se não conheces, parabéns! Tens aí onde começar! Fazes  o passinho antes das pessoas que conhecem a sua hierarquia, e descobres-te um bocadinho mais.

 

Pode ser desta forma que lês o "entre ciclos". A gratidão não é a partida nem o destino dessa tua aprendizagem. Talvez nem seja o caminho... Se queres uma comparação, talvez seja o sol: nesse percurso, mesmo que não vejas, está lá.

 

Sê grato pelo teu ontem, pelo teu hoje e, também, pela possibilidade de teres um amanhã!