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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Para onde vou...?

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"Não sei para onde vou. Sei que não vou por ali."

José Régio

 

Os "Objetivos para a Vida" (neste texto, diferente de "Objetivos durante a Vida") vêm descrever, à falta de expressão melhor, os objetivos que nos vão permitir deixar alguma coisa neste Mundo. Deixar uma mensagem, um feito, uma casa, uma escola, um livro, enfim, qualquer coisa de maior e que nos orgulha relativamente à nossa contribuição na sociedade. Não quero com isto dizer que os "Objetivos durante a Vida" têm menos importância: estes são-nos necessários para satisfazermos as necessidades e desejos mais imediatos e que nos dão cor à Vida e que, muitas vezes são pequenos passos para o objetivo maior. 

 

Agora, verdade seja dita, os "Objetivos para a Vida" são assustadores, de tão grandes que são. Faz-me lembrar um dos últimos vídeos que vi da coach Joana Areias, sobre o Propósito de Vida, quando dizia que, no caso dela, deixar uma obra em seu nome e, alinhado no seu propósito, era assustador porque uma das razões para isso era poder estar sentada no seu consultório e estar a ajudar alguém que pode até nem conhecer, apenas com o seu livro. Tudo o que é grande e "maior que nós" assusta. Outro facto que leva a isso é, também, o entretanto entre o ponto A e o B. Entre o começar e o acabar. Aí... aí sim a "porca torce o rabo"!

 

"Não sei para onde vou. Sei que não vou por ali" descreve precisamente o que vos quero partilhar. "Sei que quero atingir algo de maior, que me realize e não me prenda a ninguém e que, para além disso, deixe uma marca, só não sei o quê...".

 

Há pouco, a conversar sobre a ideia que vos acabei de apresentar surgiu-me este pensamento: imagina que estou de braços abertos, como quem vai dar um abraço, mas um abraço grande. Pensa que a distância entre cada uma das mãos representa todas as possibilidades que tenho para tomar e que, hipoteticamente, me poderiam levar ao meu grande objetivo. Obviamente, todas as possibilidade que tenho, tendo em conta o pouco que ainda sei que quero. Mas sei que não me imagino em nenhuma das possibilidades que vejo entre a linha que me percorre perpendicularmente a cabeça até ao meu braço direito! "Sei lá... não me faz sentido. Não tem a ver comigo nem com a minha personalidade... Não sei como sei... Só sei que sei!" (Faz-te sentido, até agora?) "Vejo-me a fazer diferente do que faz X ou Y!", pensa o narrador deste exemplo. E já é um começo. Neste processo já reduzi para metade as minhas hipóteses. Alinhei-as comigo. Daí, entro num processo de afunilamento e de autodescoberta. Se eu pensar quais são as razões que estão mesmo, mesmo, MESMO, a fazer-me sair de casa e "partir a cabeça", sozinho ou na companhia de alguém, para pensar como vai ser o que quero deixar de Grande no Mundo sou bem capaz (porque eu tenho todas as respostas dentro de mim! Só estou à espera que o meu inconsciente pingue o que realmente lá está para o meu consciente) de conseguir ter, em vez de metade das hipóteses que tenho em cima da mesa, só duas. E depois só uma!

 

E depois? A magia acontece. Depois já podes pensar no "fazer acontecer" em vez do "fazer ser"! Espero que este texto te tenha ajudado de alguma forma. Agradeço o tempo que reservaste para ler esta reflexão!

 

Terminando com a ideia inicial, mais vale saber 1% de tudo o que conseguirei saber do que 100% de nada!