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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Quando a razão é a melhor desculpa

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Adoro as minhas reflexões pós-treino, ao som de um country calminho. É assim, descontraído, que escrevo sobre a chave para a transformação: auto-conhecimento e realidade. Num texto apoiado por palavras simples e genuínas, olhemos para aquilo que nos bloqueia. Quase tudo é alterável e, principalmente, resignificável. Vamos trabalhar nisso.

 

Tenho refletido muito sobre este tema ultimamente, tenho de confessar... Aquilo que eu conhecia e estava habituado alterou-se um bocadinho e tenho procurado pôr no lugar as coisas que se foram alterando para me alinhar, novamente, com aquela minha identidade que pensava que conhecia.

 

Mudei de casa porque fui admitido numa empresa em Tires, numa localização em que os transportes escasseam e tudo é longe, se os transportes públicos forem o único meio de transporte viável. A verdade é que, quando a sorte bate à porta, vêm as escolhas de vida, os custos de oportunidade e as relações de ganha/perde e quando dás por ti estás-te a perguntar "E agora, quem sou eu?". O Diogo que eu vinha a conhecer facilitava Coaching a clientes numa base quase diária, trabalhava em recrutamento e vivia em Lisboa, a cidade em que sempre quis viver e trabalhar. Conhecia-me assim e gostava daquilo que tinha escolhido. Trabalhava e vivia a seguir "a estrelinha" que sei que tenho, uma paixão pelo desenvolvimento e crescimento humano, dos RH e dos profissionais. Se me fosse perguntado, hoje, como descreveria tudo isso numa palavra ou duas diria, certamente, "contribuição". Dar de mim aos outros e para os objetivos deles, pois assim atingia os meus. Hoje em dia tento, todos os dias, reescrever a minha narrativa. Aquela que dá sentido às minhas ações, define as minhas crenças e alinha os meus valores.

 

Nestas situações gosto -- e faço questão -- de me esforçar por olhar a realidade de uma ótica exterior, como se uma pessoa estranha a mim se tratasse. Analisá-la para melhor perceber com o que estou a lidar. Durante este exercício vejo e retiro várias perceções e -- sempre -- encontro desculpas a que chamo, amavelmente, de razões. Verdade seja dita, requer treino permitir ao nosso cérebro que coloque as desculpas na gaveta das razões, estando conscientes que elas não podem ficar ali. Temos de as retirar e fazer qualquer coisa com elas. Mesmo que doa e que nos assuste porque é desconhecido e o que é desconhecido nos congela (pelo efeito natural de fight/flight). 

 

Este exercício resulta porque nos dá clareza e reduz a distância entre uma realidade percebida (influenciada por aquilo que somos, pensamos, ouvimos e conversamos com outros) e a realidade como ela é. E veja, isto é verdade para tantas áreas: do desporto à procura de emprego! Qual é a verdadeira razão para não o praticar? E quanto ao emprego, o que falta para mudar para algo que realmente o realiza? Bem, sobre este tópico do emprego, deixemos para um próximo texto! 

 

Faça o exercício e veja que quando muitas vezes aquelas razões que dizemos a nós mesmo são as melhores desculpas para não fazer acontecer! 

 

As desculpas tornam-se razões quando admitimos que a dor é maior que o prazer que algo nos causa. Esse é o mote para a mudança porque iremos querer fazer algo para alterar a nossa situação. 

 

Quanto a mim vou-me encontrando, alinhando-me com a minha melhor versão de mim: sou um profissional de Recursos Humanos, com imensas possibilidades e oportunidades pela frente -- independentemente do que esteja a fazer atualmente -- sou Coach, na minha essência mesmo não estando a facilitá-lo profissionalmente todos os dias -- sou escritor no meu blogue, que me alinha com o meu propósito -- sou uma pessoa em constante desenvolvimento. Nesta minha narrativa quero estar presente, genuino, verdadeiro e também tudo aquilo que conhecia de mim que ainda cá está: sou empático, continuo a querer o bem e o desenvolvimento dos outros porque isso traz o meu próprio bem e desenvolvimento e continuo a seguir aquela "estrelinha" que sei que cá está. Este sou eu. Diferente de antes, mas a essência está cá! 

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