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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Sobre as escolhas...

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Verdade absoluta: a vida é feita de escolhas, mesmo que à primeira vista possa não parecer. A verdade mascarada da realidade é que temos sempre esse poder.

 

A Economia a estudar o consumidor racional -- a título de exemplo, quando estuda consumidores (como o leitor) que vão ao supermercado e escolhem os produtos que mais lhes aumentam a satisfação, tendo em conta o seu preço e o rendimento disponível -- está a estudar como o consumidor escolhe uns produtos em deterimento de outros que mais o satisfazem. Na ótica da Gestão do Tempo, de certeza que também escolhe. De certeza que, nos seus dias, é visitado pelos dilemas de fazer ou não fazer/ir ou não ir/etc., tendo que tomar uma decisão para maximizar o seu tempo. E a um nível psicológico, usando as lentes da Inteligência Emocional, escolhe? Sim, mesmo que a escolha não seja consciente. Irá reagir às situações mais ou menos favoráveis  com determinadas reações e estados emocionais. Aqueles/as a que treinou o seu cérebro, ao longo do tempo. Daí ser frequente ouvir dizer, pelos entendidos na matéria, que para a sua felicidade e bem-estar consigo e com os outros deve conhecer as suas emoções para as conseguir antecipar e, assim, agir de forma emocionalmente inteligente tendo em conta determinada situação e contexto.

 

Por vezes, dou por mim a pensar como damos desculpas e criamos alibis, ao invés de escolhermos uma atitude perante algo que nos possa trazer melhores resultados. Tudo porque escolhemos não escolher. Às vezes até escolhemos não compreender uma decisão que damos por automática ou uma justificação que não nos leve ao objetivo que tanto queremos. Tudo porque há medo. E não é só: metaforizando, se o autoconhecimento casasse com "alguém" casaria com a vulnerabilização. Só na presença dos dois floresce o que realmente queremos e porque queremos. Assim, nasce a razão das nossas escolhas. Nesse casamento, o nó seria dado pela honestidade. Só com ela podemos olhar para fora de nós mesmos, como uma terceira pessoa, e dizer para nós "E que mais?", "Qual é a verdadeira razão por estares a dizer/pensar/fazer isso?", "Se por detrás dessa escolha existisse uma paixão, qual seria?". Para quem gosta de ver tudo positivo, estaria em condições de perguntar, "E onde dói, quando dizes/pensas/fazes isso?". Se a regra é ver a vida com as persianas fechadas e a dúvida reside no porquê da escolha, a pergunta a fazer seria, talvez "E se soubesses, qual é a razão que te faz levantar todos os dias de manhã?".

 

Se não gostamos que nos mintam, porque mentimos a nós próprios? Não o deveríamos fazer, em qualquer das situações, mas principalmente se houver a vontade de aumentar o poder pessoal. Exemplificando: se quer manter uma boa forma física e o seu objetivo seria ir caminhar/correr todos os dias/de 2 em 2 dias durante todos os meses (começar amanhã!), e reúnem-se as condições atmosféricas para o fazer, porque não o faz? A possibilidade de escolha foi-lhe dada: levanta-se e vai fazer a sua atividade física (vai atrás do objetivo) ou fica em casa (atrasa o objetivo) e escolhe ficar? 

Imagine que quer encontrar o seu emprego de sonho mas não sabe por onde começar e atrasa um dos mais importantes passos: saber o que há em si, ao nível das suas forças, que o fazem maximizar a sua produtividade com o menor esforço e o tornam um verdadeiro Talento. Só a partir daí, estará em condições de construir o seu sonho, pela visualização do futuro. Só atingimos algo quando já o visualizámos muito bem, de todas as perspetivas (olhe o caso do Éder...). Aqui tem várias escolhas: sozinho pensar quais são as suas forças/contratar um coach e fazer esse caminho em conjunto/adiar. E, não sabendo bem porquê, esse processo não começou ainda para si. Qual foi a escolha?

Todas as escolhas implicam uma determinada troca como "moeda de pagamento": Ou "perdemos" tempo, motivação, dinheiro, etc. Temos de perceber se estamos dispostos a essa troca. Perceber se, de facto, o nosso objetivo é mesmo grande e nos faz vibrar. Se assim for, talvez no futuro, os ganhos sejam maiores que as perdas (ou investimentos?).

 

Da próxima vez que estiver à frente de uma escolha, prestes a decidir, pare (para pensar), escute (o seu interior) e olhe (para o futuro possível). Pode passar a estrada que mais lhe traz benefício!

 

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Precisa de um coach? Não deixe de entrar em contacto, ficarei grato por conversar consigo!