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Diogo Limão

Coaching & Recursos Humanos

Traça os teus próprios caminhos: precisas de ferramentas, não de cabelos!

Praia do Malhão (Fev. 2016) - Diogo Limão

 

Antes de mais deixem-me partilhar convosco o quão eu adoro este tipo de fotos! Estas que nos transmitem o percurso que irá dar "sabe-se lá onde", não sabendo quais os obstáculos que vamos encontrar, mas que, ainda assim, conseguimos ver ao longe o nosso destino. Sempre que passo por algum sítio que me transmite isso (como o caso desta imagem que tirei hoje) o primeiro impulso é logo puxar do telemóvel para registar o momento!

  

Há uns anos que estes cenários me chamam a atenção, não sabendo muito bem o porquê... Têm de certo uma "magia" especial... Numa das viagens que fiz ao Porto, pelos vários locais por onde passei, devo ter tirado pelo menos umas 3 fotos como esta. Curioso!  Pena não ter pelo menos uma aqui comigo para partilhar convosco.

 

Agora que estou mais disperto para o facto de haver uma forte relação de causa/efeito naquilo que esperamos para a nossa vida e o que fazemos para lá chegar vejo estas imagens de uma forma mais terra-a-terra. Talvez tenha sido sempre isso que tenho andado à procura de descobrir.

 

Na passada semana assiti a uma rubrica de um programa da tarde sobre uma rapariga com alopécia androgénica pouco mais velha do que eu... Fiquei sinceramente tocado com a história dela. Principalmente com o facto de se sentir excluída por ter uma condição diferente e estar a anular as coisas que gosta para manter a sua aparência cuidada, quando isso significa a necessidade de ter o cabelo penteado de uma forma específica para não se notar a falta de cabelos. Vivia triste e maioritáriamente sozinha, percebi (talvez isso mude com a oferta de cirurgia capilar que lhe foi dada). Mas não tem de ser assim! Ouviste? Não tem!


A todos os meus seguidores que não sofrem deste problema, vão desculpar-me, mas sinto que tenho de partilhar algo com quem está na situação que descrevi. Para vocês que podem até ter ficado um pouco desencorajados, tenho uma apelo a vocês no último parágrafo. Contudo, sejam livres para ficar e ver a continuação deste texto. 

 

Vamos fazer um jogo os dois. Eu e tu, que estás a ler. Boa? Então vamos lá: vais olhar para a fotografia que ali tenho em cima durante uns minutos (não te limito o tempo, demora o que precisares) e vais pensar nas ideias que ela te traz. Nos pensamentos que te vêm à cabeça. O que é que a imagem te diz? Se fosses tu que estivesses por detrás da câmara, qual seria ou é o teu "mar"? Estás com dificuldade em lá chegar? Quais são as pedras e tábuas de madeiras que se partiram diante de ti? Pensa um pouco. Quando estiveres certo do local onde gostarias de chegar (o teu "mar) pensa porque é que ainda não chegaste lá. Faz uma lista detalhada desses "porquês" e desabafa contigo mesmo a razão deles estarem sempre aí. 

 

Agora pergunto-te: já fizeste alguma coisa? Já entraste em ação para pegar nesses "porquês" e lhes dar a volta? A grande questão e o maior conselho que te posso dar é mesmo saires da tua zona de conforto e desafiares-te a tornares-te naquela pessoa que precisas de ser para poderes chegar ao "mar" que tanto queres. 

 

Sabes, a nossa zona de conforto é um lugar muito bom de se estar. Estamos ali, estamos bem. O grande problema é que é um zona muito pequenina, quando damos conta que ela existe, em primeiro lugar. A única forma de a aumentarmos é empurrá-la para fora (transformando a tua zona de perigo (aquela onde tens um enorme pavor de estar) em zona de desconforto e depois essa em zona de conforto), por mais que nos custe. Tal e qual como um balão: só enche e fica maior se soprarmos e soprarmos... mesmo quando estamos a ficar sem folgo, se o queremos maior, temos de continuar a empurrar ar lá para dentro para ficar como queremos! Dou-te um exemplo: se és uma pessoa que tem vergonha de mostrar as falhas de cabelo que tens ou mesmo a tua careca aos outros e por isso não o fazes em público, uma boa técnica para mudares isso é pegares na pessoa ou pessoas com quem te sentes mais à vontade e tranquilo e escolher um sítio onde te sintas seguro, mas que não seja a tua casa ou a casa deles. Aí experimentas vulnerabilizar-te mostrando essas falhas ou destapando a cabeça. Fica até sentires que chega por aquele dia. Vai continuando até tudo ser muito mais natural para ti! Não te esqueças, conversa sobre isso com alguém em quem confies! Torna esses atos heróicos no teu dia-a-dia, como algo natural. E sê positivo! Brinca com a situação! Ri sobre isso! :) Dizem que rir é o melhor remédio (este é mesmo um conselho muito meu!)

 

Outra questão muito pertinente, que podes perceber pelo exemplo que te dei é o da causa/efeito, que mencionei em cima. Einstein dizia que "loucura é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes". E é bem verdade! Não notas isso na tua vida? Não sentes que há algo que gostavas de mudar mas por uma ou várias razões fazes sempre o mesmo comportamento. Por exemplo: adoras esplanadas e sonhas em poder ir sempre que te apetece para uma. Mas como não queres mostrar a tua falta de cabelo ficas em casa, triste, e a pensar como a vida seria melhor naquela esplanada que tanto gostas. Qual é o comportamento repetitivo aqui? Conseguiste identificar logo! Tenho a certeza! Continuando com o tal jogo, pensa na tua situação? Qual é o resultado que querias diferente? Quais são os comportamentos que tens de mudar? Como o vais fazer? Quem é que te vai apoiar?

 

Espero que este texto tenha sido uma lufada de ar fresco para ti! Estou a ver que estás cheio de força para mudar a tua vida já HOJE! Começa já!  Como vês tu tens as ferramentas para mudar! Não precisas de cabelos para nada!

 

Queres dizer-me alguma coisa? Contar-me a tua experiência ou dizer se este texto teve efeito para ti? Envia-me um email ou deixa mensagem no blogue que responderei assim que possível. A ti que tens cabelo e conheces alguém que, pela alopécia, não tenha mostra-lhe este texto. Pode fazer diferença!