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Diogo Limão

Recursos Humanos

Tudo é desenvolvimento pessoal quando se vive no presente

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Neste sábado em que a chuva parece ter dado tréguas, durante algumas horas, talvez, a quem vive em Lisboa, dou por mim a refletir sobre como a forma como aquilo que recebo nas redes sociais, na sua grande parte, está em concordância com o porquê de gostar de ouvir o que gosto e de pensar aquilo que penso. Reflito sobre como eu sou pelas mensagens e pelos ensinamentos que podemos recolher em diversas situações da nossa vida. 

 

Sentei-me no sofá, depois acordar e de tomar o pequeno-almoço, com uma chávena de café quente numa mão e como o meu tablet na outra, enquanto fazia tempo para que a cafeína fizesse o efeito que me é necessário para o meu dia começar, comecei a percorrer as notícias que o Facebook considera relevantes para mim. Houve, durante este tempo, espaço para ler e ver de tudo: desde os últimos avanços, opiniões e revoltas sobre os temas da atualidade em Portugal, passando por vídeos de comediantes que sigo com regularidade e que me influenciam a continuar a acreditar que ver a vida de forma positiva é o caminho a seguir, chegando, por fim, aos vídeos motivacionais, daqueles que, por circunstâncias das suas vidas, aprenderam lições que agora partilham com a comunidade -- vídeos esses que me motivaram a escrever este texto.

 

Foi isto que aconteceu: acabo de ver um vídeo, sugerido por uma página que sigo, no Facebook, em que a protagonista de história é uma mulher que habitualmente fala sobre parentalidade e sobre os desafios que encontra enquanto mãe e educadora. Neste vídeo, em particular, falava sobre como, depois do seu divórcio, estava praticamente sem dinheiro, duas crianças pequenas para criar, e muita vontade para fazer diferença na vida da sua comunidade -- já que seria esse o caminho, dizia ela, que a iria trazer para fora da espiral negativa que vivia. No final desta história, relevante porque falava de como o nosso foco nas pequenas coisas pode originar impactos grandes e significativos, fiz o que habitualmente faço: partilho na minha página profissional e no meu perfil pessoal. 

 

Sem pensar, e por procurar estar atento ao meu diálogo interior, tomo atenção a algo que disse para mim mesmo, numa voz bem distante que passaria despercebida, se a minha atenção estivesse focada noutra coisa qualquer: "eu sou pelas mensagens". Uma frase curta mas com significado maior: eu sou, realmente, pelas mensagens -- leia-se ensinamentos, aprendizagens -- que recebo todos os dias, porque é com essa frequência que quero sentir-me a crescer e a desenvolver-me como ser humano consciente de mim e dos outros. Sem surpresas, o primeiro pensamento consciente que tive, depois disto, foi que tinha de ir buscar  o computador para começar a escrever sobre isto no blogue, para mais tarde partilhar. Da parte que me toca, tenho de escrever  as ideias que me vão surgindo porque, à semelhança do que disse aqui, tenho de me encontrar num estado de flow, em que as palavras que escrevo saem genuínas e não forçadas. Talvez isto seja a razão dos bloggers insistirem na ideia de se escrever para eles próprios e não para os outros. Aqui para nós, faz todo o sentido: nos objetivos acontece o mesmo, como escrevi aqui.

 

Como já falei aqui no blogue, gosto de "conversas com sentido", e penso que só conversando desta forma conseguimos filtrar as mensagens que irão ser importantes para crescermos como pessoas, ainda assim, não nos enganemos que esta é a melhor forma de crescer

 

Sinto que aprendemos sempre que vivemos no aqui e no agora. Quando estamos disponíveis para escutar ativamente e de forma empática, todo o discurso que recebemos, para assim, o tornarmos nosso. 

 

Tenho aprendido muito com as coisas que leio, com os vídeos que vejo e com as músicas que oiço. Aquelas pessoas com quem tenho o privilégio de não sentir a necessitar de usar filtros e a quem me dou a conhecer de um ponto de vista mais profundo, sabem bem que, praticamente, só oiço música country. Para além de tudo o que envolve uma música deste género, tudo irá resumir-se à mensagem principal deste texto: música country é sobre a vida real e sobre os sucessos, fracassos e dores que se sente pela vida fora e das aprendizagens que podemos fazer sobre todos esses aspetos. Se sinto que preciso de tirar algum tempo para mim, para me reencontrar, este é, frequentemente, um dos meus refúgios mais especiais. 

 

Como é habitual nos meus textos, os corajosos que chegam ao último parágrafo, vão encontrar aquela lição que gostaria que levassem do que leram. É, sou assim, também: sou pelas mensagem que recebo e também por aquelas que transmito, já que nelas encontro a minha missão pessoal e profissional. Gostaria, realmente, de levar o leitor a refletir que não são -- só -- aqueles cursos de desenvolvimento pessoal, caros e que vendem que nem ginjas, que o vão tornar numa pessoa melhor, mais consciente de si própria, e com muitas aprendizagens na gaveta. O desenvolvimento pessoal é, acima de tudo, um processo de pequenas aprendizagens que escolhe fazer durante a vida, vindas do que lhe acontece, do que vê, do que ouve e do que sente sobre qualquer fonte que tenha disponível. Vamos fazer esta caminhada juntos?