Verdade absoluta: a vida é feita de escolhas, mesmo que à primeira vista possa não parecer. A verdade mascarada da realidade é que temos sempre esse poder.
A Economia a estudar o consumidor racional -- a título de exemplo, quando estuda consumidores (como o leitor) que vão ao supermercado e escolhem os produtos que mais lhes aumentam a satisfação, tendo em conta o seu preço e o rendimento disponível -- está a estudar como o consumidor escolhe uns produtos em deterimento de outros que mais o satisfazem. Na ótica da Gestão do Tempo, de certeza que também escolhe. De certeza que, nos seus dias, é visitado pelos dilemas de fazer ou não fazer/ir ou não ir/etc., tendo que tomar uma decisão para maximizar o seu tempo. E a um nível psicológico, usando as lentes da Inteligência Emocional, escolhe? Sim, mesmo que a escolha não seja consciente. Irá reagir às situações mais ou menos favoráveis com determinadas reações e estados emocionais. Aqueles/as a que treinou o seu cérebro, ao longo do tempo. Daí ser frequente ouvir dizer, pelos entendidos na matéria, que para a sua felicidade e bem-estar consigo e com os outros deve conhecer as suas emoções para as conseguir antecipar e, assim, agir de forma emocionalmente inteligente tendo em conta determinada situação e contexto.
Por vezes, dou por mim a pensar como damos desculpas e criamos alibis, ao invés de escolhermos uma atitude perante algo que nos possa trazer melhores resultados. Tudo porque escolhemos não escolher. Às vezes até escolhemos não compreender uma decisão que damos por automática ou uma justificação que não nos leve ao objetivo que tanto queremos. Tudo porque há medo. E não é só: metaforizando, se o autoconhecimento casasse com "alguém" casaria com a vulnerabilização. Só na presença dos dois floresce o que realmente queremos e porque queremos. Assim, nasce a razão das nossas escolhas. Nesse casamento, o nó seria dado pela honestidade. Só com ela podemos olhar para fora de nós mesmos, como uma terceira pessoa, e dizer para nós "E que mais?", "Qual é a verdadeira razão por estares a dizer/pensar/fazer isso?", "Se por detrás dessa escolha existisse uma paixão, qual seria?". Para quem gosta de ver tudo positivo, estaria em condições de perguntar, "E onde dói, quando dizes/pensas/fazes isso?". Se a regra é ver a vida com as persianas fechadas e a dúvida reside no porquê da escolha, a pergunta a fazer seria, talvez "E se soubesses, qual é a razão que te faz levantar todos os dias de manhã?".
Se não gostamos que nos mintam, porque mentimos a nós próprios? Não o deveríamos fazer, em qualquer das situações, mas principalmente se houver a vontade de aumentar o poder pessoal. Exemplificando: se quer manter uma boa forma física e o seu objetivo seria ir caminhar/correr todos os dias/de 2 em 2 dias durante todos os meses (começar amanhã!), e reúnem-se as condições atmosféricas para o fazer, porque não o faz? A possibilidade de escolha foi-lhe dada: levanta-se e vai fazer a sua atividade física (vai atrás do objetivo) ou fica em casa (atrasa o objetivo) e escolhe ficar?
Imagine que quer encontrar o seu emprego de sonho mas não sabe por onde começar e atrasa um dos mais importantes passos: saber o que há em si, ao nível das suas forças, que o fazem maximizar a sua produtividade com o menor esforço e o tornam um verdadeiro Talento. Só a partir daí, estará em condições de construir o seu sonho, pela visualização do futuro. Só atingimos algo quando já o visualizámos muito bem, de todas as perspetivas (olhe o caso do Éder...). Aqui tem várias escolhas: sozinho pensar quais são as suas forças/contratar um coach e fazer esse caminho em conjunto/adiar. E, não sabendo bem porquê, esse processo não começou ainda para si. Qual foi a escolha?
Todas as escolhas implicam uma determinada troca como "moeda de pagamento": Ou "perdemos" tempo, motivação, dinheiro, etc. Temos de perceber se estamos dispostos a essa troca. Perceber se, de facto, o nosso objetivo é mesmo grande e nos faz vibrar. Se assim for, talvez no futuro, os ganhos sejam maiores que as perdas (ou investimentos?).
Da próxima vez que estiver à frente de uma escolha, prestes a decidir, pare (para pensar), escute (o seu interior) e olhe (para o futuro possível). Pode passar a estrada que mais lhe traz benefício!
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Encontrei o vídeo que se segue no meu feed do Facebook. Decidi, então, abrir mão de alguns minutos e ficar para ver este vídeo. Achei-o hilariante mas a verdadeira razão de o partilhar aqui é outra. Podemos, de certa forma, encontrar a principal razão pela qual devemos, quando comunicamos com outros, fazê-lo de forma eficaz! Leia o artigo e descubra essa razão!
O processo de comunicação é relativamente simples e é entendido por qualquer um que já alguma vez teve uma conversa, ou seja, por todos. Independentemente da via escolhida, temos sempre dois ou mais intervenientes, o emissor e o recetor da mensagem, o primeiro codifica-a e entrega-a a quem a recebe pela via que tiver sido escolhida e, quando recebida, é descodificada através do conhecimento prévio necessário que fará ao recetor descodificar a mensagem recebida, enviando ao emissor feedback. No entretanto existem sempre incovenientes, a que chamamos de barreiras. Numa conversa de café, um para um, temos sempre o barulho do espaço e o som das conversas das outras pessoas como o ruído daquilo que a Pessoa A quer dizer à Pessoa B. Para fazer chegar a mensagem ao recetor, o emissor utiliza a linguagem verbal e a linguagem não-verbal. Caso já tenha assistido ao vídeo, antes de começar a ler, poderá já responder ao seguinte desafio. Caso não o tenha feito, assista. Depois, resposponda à questão: qual foi o problema de comunicação que poderá ter existido nestas interações?
O vídeo foi hilariante, já o disse, e talvez tenha tido a mesma opinião. Se mudarmos o contexto, o resultado alcançado não teria tanta graça. Se falarmos num ambiente profissional entre dois intervenientes que se relacionam para alcançar um resultado organizacional comum, a principal falha (ou problema) que encontramos no vídeo poderia desperdiçar recursos: desperdiçar tempo, dinheiro ou qualquer outro envolvido naquele ambiente.
No vídeo, o desafio do pai para os seus filhos é simples: os filhos escrevem num papel como se faz uma sandes de manteiga de amendoím e compota, o pai seguirá os passos que lá constarem e construirá a sandes. Os problemas começam logo no início, com uma sandes de pão com pão. O filho, ao ver incrédulo a prestação do pai, vai acrescentando mais informação.
Muitas vezes encontramos, no nosso dia-a-dia, inúmeras situações onde este fenómeno se verifica: falta de informação quando se faz o pedido/transmite uma mensagem que leva a que o feedback não seja o esperado. Por vezes, não adianta acrescentar informação quando a mensagem já foi transmitida (geralmente por escrito). Diz-se que "o mal já está feito" por isso é dever de quem envia uma mensagem ter o cuidado de o fazer com eficácia. Se o objetivo da comunicação passa por criar perceções comuns e assegurar que o feedback é o mais fiel àquele que era o esperado por quem comunica em primeiro lugar, é preciso que o conteúdo da mensagem seja o mais completo possível, utilizando quando necessário, como que uma visão exterior que permita responder a perguntas do tipo "como é que espero que o recetor receba a mensagem?", "quais são os principais problemas/barreiras/interferências que a minha mensagem pode sofrer?", "como posso resolver essas questões de forma a completar a mensagem?". Isto porque nem sempre devemos partir do pressuposto que existem os descodificadores necessários para que a mensagem leve à criação de significado, ou seja, que seja útil num determinado contexto e que leve a uma possível tomada de decisão. Caso a campaínha toque e sejam levantadas suspeitas dessa ausência, poderá o emissor ter o cuidado de completar o máximo possível a mensagem.
Falemos de algo interessante, que foi também possível reparar no vídeo: como foi a resposta emocional dos filhos para com o pai. Achei particularmente engraçado a reação da menina, logo na primeira sandes dela. Mesmo não sendo expert na metéria, conseguimos, talvez, perceber algumas expressões de raiva (ou que se relacionam com ela), como a mandíbula para a frente e lábios contraídos ou mesmo, um pouco adiante no vídeo, os olhos arregalados. Obviamente temos o filtro de que "é um vídeo planeado para o Youtube", ainda assim, podemos trazer a ideia para fora dele. Outros aspetos importantes na comunicação eficaz são as emoções e a liguagem não-verbal. Vimos as duas no vídeo, mas falemos das emoções. As emoções podem representar uma barreira à comunicação eficaz.
Num ambiente "não controlado", ou seja, que não seja para um vídeo intencional para o YouTube, as emoções mais negativas podem levar a que sejam incluidas, num discurso, informações que não são relevantes para o resultado que se espera com aquela interação, mas que podem vir a deteriorar o relacionamento interpessoal daqueles intervenientes, tornando ainda mais difícil e menos aberto o canal de comunicação entre eles. É importante, por isso, quando esperaramos que essas emoções estejam presentes nessa conversa, procurar apaziguá-las para evitar o conflito.
E a sua comunicação é eficaz? O que precisa de fazer para a tornar dessa forma?