Hoje foi um dia de emoções: por mais ansioso que estivesse para terminar esta parte escolar da minha Licenciatura não esperava por isto. Não esperava que seguir em frente totalmente preenchido significaria vulnerabilizar-me e aceitar que se as emoções existem, são para exteriorizar. No fundo, a única coisa que esperava era sentir-me feliz por estar a cumprir um sonho (ainda a 2/3), o de terminar uma licenciatura. Isso consegui!
Esta semana tem sido exigente, para mim, a nível físico mas tão recompensadora, ao mesmo tempo. Comecei as avaliações na última quinta-feira e terminaram hoje, depois de várias noites de estudo até tarde e outros em que acordar cedo, antes das cinco e meia da manhã, foi imperativo. Aprendi, ao longo dos anos, que sendo uma pessoa matinal devo usar essa característica a meu favor: quatro horas de estudo com foco depois das 21H rendem-me menos do que quatro horas a partir das 5:30H da madrugada, hora a que, sensivelmente, me sentaria para estudar. Foram vários dias com menos horas de sono do que aquelas que o meu corpo está habituado e, mesmo assim, com o cansaço já a fazer-se sentir, terminar a última palavra que escrevia em cada teste, antes de o entregar ao professor, era uma lufada de ar fresco que me fazia crer que o caminho era aquele.
Com a Sara e a Catarina, colegas de curso.
Em contagem decrescente, vi o dia de hoje chegar, decidindo logo cedo que iria festejá-lo. Não apenas porque sim, mas porque mereço. Mereço porque os sonhos são para serem celebrados e o meu tem, ao todo, cinco anos de construção. Com essa carga emocional associada decidi tornar ainda mais especial o momento e festejá-lo com algumas das pessoas que, em algum momento, desta caminhada estiveram cá, comigo. Procurei agradecer-lhes pessoalmente por isso e de forma genuína! Não sou adepto do "discurso", acho-o demasiado formal. O que é que se procura com ele? Caso seja partilhar o que algo significa para nós foi exatamente isso que fiz: pôr o coração ao largo, como dizem, e expressar a minha gratidão. Acredito que esta partilha é fundamental para nos fazermos felizes. Acredito que só assim conseguiria avançar para a fase que se segue totalmente tranquilo. Uma das grandes aprendizagens que fiz, fruto de razões não tão felizes, é que a vida não está para adiarmos a partilha daquilo que sentimos por aqueles que nos acrescentam significado na vida.
A celebração foi simbólica. Marca uma despedida de uma cidade que é minha de nascença mas que tinha tudo para não ser, na idade adulta. A verdade é que a vida, sem grande explicação lógica, nos prega partidas que nos mudam o rumo de forma estrutural. As mudanças põem-nos à prova e algumas delas são, simplesmente, de aceitação e resignificação: no meu caso aceitei a mudança de braços abertos, com todos os receios de futuro que ela trazia consigo, e resignifiquei as experiências novas e o ambiente em que me integrei, quando me mudei de malas e bagagens para Setúbal. Hoje, daqui, levo uma experiência de crescimento e adaptação com a qual estou muito feliz. Quem diria que é no descobrir do outro que nos descobrimos a nós mesmos?
Sinto este momento como uma genuína recompensa por todo o esforço que apliquei na construção do meu futuro; pelo apoio dos docentes que tenho tido ao longo de três anos; E pelo facto de a vida me estar a proporcionar aquilo que eu acredito que irá ser o melhor para mim.
Vai um brinde aos nossos sucessos?
Como todo o final implica um recomeço, recomeçarei em Lisboa, a minha cidade do coração. Por mais estranho que possa parecer há caminhos alternativos que não nos desviam do principal. O meu foi este e continuará na companhia de pessoas extraordinárias, estou certo, com as quais irei aprender imenso. O Diogo vai começar um sonho de miúdo: "quando for grande quero trabalhar num escritório". Só eu sei o que isso significa!
A introspeção tem destas coisas: enquanto estou sentado a olhar para uma chávena de café a meio-beber, vou pensando nas minhas principais conquistas dos últimos anos e a pensar como é este o sabor que provo, ao relembrar cada uma delas. As minhas vitórias têm tido -- e têm -- sabor a café. Com sucesso.
Pondo de parte o facto de ser um fervoroso apreciador de café (sem açúcar, se faz favor!) não deixo de pensar como esta bebida me têm acompanhado, ao longo dos anos. Preciso dele para ter energia, aquela que é física e que a motivação, por vezes, não é capaz de influenciar. Engraçado como estes pensamentos vão caíndo a conta-gotas nesta altura tão importante da minha vida -- como já referi aqui -- o final da minha licenciatura. O café, esse, bebo-o no final de um rápido jantar para ir estudar mais um pouco e preparar-me um bocadinho melhor para, na altura em que for chamado a fazê-lo, dar o melhor de mim, com confiança. O café tem sido uma parte importante neste caminho porque entre o meu presente e o meu futuro (terminar a licenciatura; ser um coach cada vez mais competente;...) tem contribuído para que consiga, apesar do cansaço, conseguir estudar mais para me tornar melhor no que faço.
Na minhas veias correu -- e corre -- a cafeína que, outrora, aqueles cafés especiais me proporcionaram. Aqueles que tomei no dia em que vi as vitórias das pessoas da minha família e aqueles que tomei no celebrar das minhas; aquele especial que tomei no primeiro dia que vi pessoalmente o meu sobrinho; não posso esquecer, também, as conversas regadas por esta bebida em que se contruíram tão boas ideias e projetos em grupo, naqueles dias em que o "céu era o limite"!
As memórias controem-se pela associação de vários estímulos, bem sabemos. Um momento será uma memória que trará cheiros, sabores, sensações e emoções e todos nós temos associações de cada um deles em cada uma das nossas gravações da mente. Da mesma forma, todos temos, talvez, um símbolo que nos transporta ao passado (uma bebida, uma música...) e, especificamente, aos nossos sucessos passados. Porque é que isto é relevante? Então, da mesma forma que é importante termos uma medida de sucesso, para avaliarmos o atingimento dos nossos objetivos no futuro, é importante também conhecermos os passos que demos, no passado, que nos levaram aos bons resultados. Só assim conseguimos ter uma "caixa de ferramentas pessoal" pronta a abrir e a ajudar-nos a atingir o que definimos para nós. Esse nosso símbolo poderá ser o gatilho que precisamos para despultar essa memória que nos motivará e nos manterá no caminho correto.
Hoje o dia começou relativamente normal: despertei depois de madrugar a estudar para um teste, com um sono dos diabos -- não somos de ferro, não nos enganemos -- e fui tomar o pequeno-almoço. À parte de ter tido teste hoje, para o qual me sentia relativamente bem preparado, o dia tinha tudo para correr de forma miseravelmente comum. Sim, sem nenhum momento de felicidade explosiva nem de aborrecimento ou outro sentimento menos positivo... Um dia como os outros simplesmente normal e comum, portanto.
É quando, mesmo por uma fração de segundo, nos colocamos a pensar nas coisas com as quais estamos gratos, é aí que as coisas vêm, e às vezes de enchorrada fazendo-nos pensar, por isso, "eh lá, tantas coisas boas com as quais estou grato!
Acredito que este pensamento do tipo "gratidão em revista" não é por acaso, tendo começado há poucos dias e está relacionado com o final de um ciclo, que está terminar, para iniciar outro que espero tão bom ou melhor. Como é habitual nos estudantes do Ensino Superior, vem a fase da escrita das fitas. Eu costumo dizer, na brincadeira que "não faço fretes", por isso, o ato de dar uma fita a alguém é algo quase sagrado para mim. Não me interpretem mal mas só recebe uma fita minha aquelas pessoas que têm vindo a contribuir para o meu crescimento académico/profissional até agora e, neste processo, está uma transação simbólica -- e grande -- é o reconhecer o quão grato estou por aquela pessoa estar na minha vida, fazendo-o pelo entregar de uma fita.
Achei estranho, hoje, depois de sair de um teste que, com certeza, não estará para o Excelente (que virá expresso pela numeração habitual no Ensino Superior) sentir que precisava de exteriorizar este sentimento de que devia MESMO de festejar. Mas festejar o quê? Achei absurdo, tendo até partilhado com o meu irmão esta minha estranheza pouco depois de sair da Escola. "Pelo teste não foi...", pensei. Não pode ser assim tão absurdo, pensei, e mentalmente contruí uma Roda da Vida de forma muito simples, para ver se conseguir tirar daqui alguma resposta (para quem não está familiarizado com o conceito desta Roda: é um instrumento usado com os clientes em contexto de coaching, onde estes expressam a sua satisfação atual com cada área da sua vida). Este é um exercício muito inteligente e que deve ser repercutido por toda a gente: temos uma questão em aberto na nossa mente? Então é preciso responder-lhe. Devemos começar, em primeiro lugar, por tomar muita atenção ao que estamos a pensar e depois ir procurar as respostas que precisamos, de forma introspetiva. Depois, não sendo fácil organizar todas a nossas ideias, podemos partir para um coach ou para um psicólogo (consoante as nossas questões por arrumar).
Temos de ter um conta que um dos maiores desafios da vida adulta não é onão ter tempo é sim não dar atenção. A nós, aos nossos pensamentos, necessidades e desejos bem como aos dos outros que nos rodeiam.
O exercício de exteriorizar a gratidão é tão importante como tomar consciência dela, diz a Psicologia Positiva. De uma forma ou de outra, pôr cá para fora as coisas só é bom: faz-nos tratar-las por tu e comprometermo-nos com elas e isso é fundamental quando falamos da gratidão. Devemos estar comprometidos em ser gratos. Todos temos razões pelas quais o devemos ser. A questão que se coloca aqui é fundamental, no limite, não só para a tomada de consciência como também para o caminho da felicidade: nem toda a gente faz uma pausa nas suas vidas agitadas para parar e pensar "bem, deixa-me identificar aqui 10 coisas com as quais estou grato". Por vezes penso que se tivesse, um dia, a maluqueira de sair para a rua, em género de cold call, e perguntasse "Diga-me 10 coisas pelas quais está grato?" que nem metade me dava as 10... Não é preciso ser-se um iluminado para alguém se conhecer de uma forma mais profunda mas deve ter-se o interesse e, novamente, o tempo para tomar atenção a nós próprios. Sim, seja egoísta, nesta questão, pode colocar-se à frente dos outros! Eles agradecer-lhe-ão no futuro! Acredito que só assim abrimos a porta do autoconhecimento.
Eu vou tentado, assim que consigo, tirar esse tempo para mim. Prefiro conhecer mais sobre mim do que as outras pessoas, logo, vejo nesse o caminho a seguir. Vamos fazer um exercício? Eu dou o mote! Vamos todos fazer uma lista de 10 coisas pelas quais estamos gratos e partilhar com uma das pessoas com quem mais nos identificamos. Boa?
Posso partilhar convosco algumas das coisas pelas quais estou grato e, assim, motivar-vos a escrever uma lista para vós. Partilho alguns dos meus pontos:
Familia que me apoia incondicionalmente;
Ter tido a possibilidade de mudar de vida e assim passar para um estado de realização pessoal, que na altura pensei que não iria ser possivel;
Há coisa de um ano, ter conhecido uma empresa com uma cultura e pessoas diferentes do comum, no meio onde se inserem, ter pensado "é aqui que gostava de trabalhar" e atualmente ter data marcada para iniciar, nessa empresa, estágio curricular e a minha carreira;
Ter-me sido atribuida uma docente por quem tenho uma estima e admiração enorme, como orientadora de estágio, que estou certo que me fará crescer imenso como profissional e com quem sei que irei aprender imenso, durante aquele período;
Ter pessoas que me acompanharam na minha Licenciatura nos momentos bons e menos bons a quem posso chamar amigos;
Trabalhar com coaches inacreditavelmente talentosos e competentes e que me dão a oportunidade de crescemos juntos;
Conhecer pessoas que nos tocam a alma de uma forma inacreditavelmente poderosa;
Poder aprender imenso com cada cliente com quem trabalho;
Ter um sobrinho lindo e perfeitinho;
...
E a lista continua para as 15! Já não é mau para começar, de forma pública!
Faça a sua lista e verá o quão grato está pela sua vida! E não se esqueça: celebre tudo! O bom e o mau; o sucesso e o insucesso! Tudo isso define-o: sem isso não seria a pessoa que é hoje. Não conheceria a mesma realidade. Sem isso, imagine, viveria num mundo paralelo. Já pensou nisso? Se fosse possivel visualizarmos esses outros mundos talvez ficassemos surpreendidos. Eu falo por mim: pensando em alguns momentos estruturantes da minha personalidade, sem eles seria alguém bem diferente!
O texto de hoje traz-lhe uma metáfora poderosa para quando se sentir na posição de se comparar a outra pessoa, ao olhar para os resultados e sucessos daquela pessoa. A "Metáfora do Espelho" é simples de entender e, acima de tudo, de operacionalizar no seu dia-a-dia! Basta acabar de ler este texto, até ao fim, fechar a tampa do seu computador ou desligar o browser do seu smartphone, respirar fundo, e ver as comparações com os outros de outra perspetiva.
Como Pessoas, temos a tendência, muitas vezes inconsciente, para nos compararmos à luz do contexto de outras pessoas. Existe, nisso, algum problema? Obviamente que não, se pensarmos nessas comparações apenas como "modelos a seguir" e inspirações para um futuro que se quer mais desafiante e próspero. Por outro lado, se nos sentimos em baixo e desvalorizados ao ver os outros a "ir longe" e a "vingar" e nós não, talvez não estejamos a fazer boas e saudáveis comparações. Esses sentimentos, por mais involuntários que sejam, irão determinar o nível de atingimento dos resultados esperados que lhes estão na origem: partimos desde logo com uma carga emocional negativa e numa ótica virada para o problema. Não é isso que quer, pois não?
Na azáfama do dia-a-dia, que preenche os nossos dias com toneladas de informação para o nosso cérebro processar, por vezes, esquecemos que tudo isto se resume à lógica de um iceberg: apenas vemos nos outros uma ponta muito pequenina de um iceberg (a vida toda da pessoa e dos seus desafios), não conseguindo ter o entendimento imediato de que, por baixo do nível da água, o iceberg esconde também pontos baixos e, quem sabe, fracassos que foram determinantes para aqueles sucessos se imporem à tona da água.
Nenhuma pessoa é igual a outra: todos nós temos experiências, contextos e realidades que foram sendo moldadas ao longo dos anos e que nos definem. Por essa razão, devemos olhar, cada um de nós, para a sua própria realidade, na individualidade que a caracteriza, e partir daí para o planeamento dos nossos objetivos e consequente plano de ação.
É aqui que a minha metáfora se cruza com o tema que escolhi para escrever hoje. Repetindo o que disse há pouco, a metáfora do espelho é extremamente simples! Todos nós conhecemos os espelhos porque são objetos que estamos habituados a ver pelas nossas casas. Nos espelhos, como sabemos, temos o lado em que vemos a parte espelhada, e que reflete a nossa imagem e, do outro, temos um lado opaco.
O que acontece connosco, quando nos comparamos com as outras pessoas e os seus sucessos, é basicamente apontarmos a parte espelhada para a pessoa, como se lhe dissessemos:
"Veja, este é você! Todo o seu sucesso foi por A e por B"
Quando apontamos o espelho, desta forma, para alguém (ou seja, quando para um mesmo objetivo, apresentamos as razões pelas quais a outra pessoa tem sucessos, à luz do que nós achamos que sabemos da realidade dessa pessoa) temos apontado, para nós, o lado opaco do espelho. Isto significa que, mesmo querendo muito alguma coisa -- que para nós é importante -- estamos a desresponsabilizar e a negligenciar o nosso papel no atingimento desse objetivo, que é nosso.
Pergunta-me o leitor "como operacionalizamos, então, a metáfora nas nossas vidas?", e eu respondo-lhe: simplesmente vire o espelho para si! Olhe para dentro e questione-se, por exemplo:
Onde é que eu estar daqui a X tempo? Como saberei que lá cheguei?
Quais são as minhas forças, conhecimentos e capacidades que posso mobilizar para o meu objetivo?
Quais são as opções que eu tenho para criar valor?
Quais são as barreiras que me estão a impedir de chegar onde eu quero?
Consigo resignificá-las para as transformar em oportunidades, a meu favor?
Agradeço-lhe a leitura deste texto e espero que tenha feito sentido para si! Não se esqueça de partilhar se, de alguma forma, considerou que o que foi escrito lhe foi útil.
Este vídeo é fenomenal. Já o tinha visto uma vez e partilhei-o, também, nessa altura.
Seguindo a "regra básica" do desenvolvimento humano, uma mesma situação pode ter resultados diferentes, dependendo da mudança que exista nos "pressupostos" a partir dos quais se parte para a ação. Muitos deles são ditados pela experiência e pelo conhecimento acumulado.
Sobre este vídeo, o que me surgiu de diferente, na minha mente, desde aquela primeira altura, foi o seguinte: há sonhos/paixões que por mais fortes e sólidas que sejam -- e que possa, até, parecer que existem todas as condições necessárias para os pôr em prática --, às vezes não chega irmos sozinhos. Há-de haver qualquer coisa (um conhecimento específico, uma ferramenta, um contacto...) que nós não temos e que mais alguém tem. Aqui reside a importância de termos um grupo de influência (tanto profissional como pessoal).
O melhor corredor do mundo não chegou lá sem ser treinado por alguém; a melhor empresa não é feita sozinha...
Quando um coach pergunta: "quem o/a pode ajudar a atingir esse objetivo?" não está a "atirar o barro à parede" para ver se cola. Pergunta-lhe porque é uma pergunta, realmente, PODEROSA e porque tem razão de ser!